Grã-Bretanha acusa Argentina de intimidação comercial nas Malvinas

A Grã-Bretanha acusou nesta segunda-feira a Argentina de adotar "táticas de intimidação" sobre o que disse serem tentativas sem fundamento do governo argentino de tornar ilegal a exploração de gás e petróleo em águas no entorno das Ilhas Malvinas, território britânico no extremo sul da América do Sul disputado pela Argentina.

Reuters

16 de dezembro de 2013 | 21h24

A acusação é a mais recente de uma longa rivalidade sobre a soberania da ilhas que, três décadas depois de uma fracassada invasão argentina, se intensificou porque empresas com o aval do governo britânico verificaram a possibilidade de explorar gás e óleo na área.

No mês passado, a Argentina introduziu uma lei que impõe sanções criminais para o que definiu como "exploração ilegal" de hidrocarbonetos na plataforma continental argentina, incluindo penas de 15 anos de prisão e multas enormes.

As Ilhas Malvinas ficam na plataforma continental.

"Este é um gesto sem fundamento com o objetivo de impedir atividade comercial legítima", disse a Secretaria de Relações Exteriores britânica, em um comunicado, acrescentando que o país havia protestado formalmente em Buenos Aires.

"É vergonhoso que a Argentina esteja novamente adotando táticas de intimidação em uma tentativa de estrangular a economia das Ilhas Malvinas."

A Grã-Bretanha informou que as empresas que pretendem explorar reservas de gás e petróleo no entorno das ilhas, que ficam a cerca de 450 quilômetros da costa argentina, estão submetidas às leis das Ilhas Malvinas, em conformidade com a Organização das Nações Unidas (ONU).

(Reportagem de William James)

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