Grã-Bretanha diz que retirar prótese PIP pode ser desnecessário

Autoridades britânicas disseram nesta sexta-feira, seguindo o parecer de especialistas, que não há necessidade de estabelecer a retirada de próteses mamárias da fábrica francesa PIP como um procedimento de rotina, apesar das preocupações mundiais que cercam as peças, feitas com silicone industrial.

REUTERS

06 de janeiro de 2012 | 17h15

Mesmo assim, o governo disse que mulheres que receberam próteses da PIP por meio do Serviço Nacional de Saúde (NHS) poderão ter os implantes substituídos em cirurgias custeadas pelo sistema público, e que os planos de saúde deveriam fazer a mesma oferta.

O governo francês já aconselhou 30 mil usuárias a retirar as próteses da falida fábrica Poly Implant Prothese. Especialistas dizem que essas próteses se rompem com facilidade, podendo causar inflamações, e também há suspeitas de que seu uso tenha causado pelo menos um caso de câncer no ano passado na França.

"Nosso conselho continua sendo o mesmo: que não há evidência suficiente para recomendar a retirada como rotina", disse em nota o secretário britânico de Saúde, Andrew Lansley.

"Acreditamos que os prestadores privados de serviços de saúde têm o dever moral de oferecer gratuitamente às suas pacientes o mesmo serviço que vamos oferecer às pacientes do NHS, como informação, consultas, exames e remoção, se necessário."

Cerca de 300 mil próteses PIP foram vendidas no mundo todo. No Brasil, foram vendidas 25 mil próteses PIP e importadas quase 35 mil unidades. As próteses PIP estão proibidas no país desde 2010.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou às mulheres que colocaram as próteses para que procurem seus médicos e realizem uma avaliação clínica para avaliar a necessidade de removê-las.

(Reportagem de Michael Holden)

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