Grã-Bretanha diz que, se houver cessar-fogo, UE pode retirar sanções contra Rússia

A Europa e os EUA estão preparando uma nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia, em encontro da Otan

REUTERS

05 de setembro de 2014 | 07h39

O secretário britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond, disse nesta sexta-feira que o Ocidente vai adotar novas sanções contra a Rússia em razão da crise na Ucrânia, mas salientou que elas poderiam ser removidas se o cessar-fogo proposto se consolidar.

A Otan exigiu na quinta-feira que Moscou retirasse suas tropas da Ucrânia, e a União Europeia e os Estados Unidos estão preparando uma nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia pela sua incursão.

"Haverá uma nova intensificação na pressão hoje, quando a UE se reúne em Bruxelas para decidir sobre a próxima rodada de sanções", disse Hammond à Sky News, no País de Gales, Grã-Bretanha, onde os líderes da Otan estão reunidos.

"Nossas economias são fundamentalmente mais robustas e resistentes do que a economia russa, e se a Rússia acabar entrando em uma guerra econômica com o Ocidente, a Rússia vai perder."

No entanto, ele afirmou que as medidas contra a Rússia poderiam ser aliviadas se o a proposta de cessar-fogo entre a Ucrânia e os rebeldes pró-Rússia, prevista para ser definida mais tarde, nesta sexta-feira, se consolidar.

"Se houver um cessar-fogo, se for assinado e, então, implementado, podemos olhar para a retirada das sanções, mas ... há um grande grau de ceticismo sobre se essa ação vai se materializar, se o cessar-fogo será real", declarou Hammond à BBC TV.

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