Grã-Bretanha diz ser 'provável' que MH17 tenha sido derrubado com ajuda da Rússia

A Grã-Bretanha acusou a Rússia de ter feito afirmações falsas sobre o avião malaio que foi derrubado no leste da Ucrânia, e disse que era "muito provável" que a aeronave tenha sido derrubada por um míssil fornecido pelos russos disparado por rebeldes da área separatista apoiados pela Rússia.

REUTERS

26 de julho de 2014 | 11h49

O departamento de Relações Exteriores disse em comunicado que a Rússia emitiu uma sucessão de afirmações contraditórias sobre o incidente, que matou todas as 298 pessoas a bordo do avião, incluindo 10 britânicos.

Os britânicos também têm informações que sugerem que os separatistas planejavam espalhar partes de outros aviões no local para confundir os investigadores, segundo o comunicado.

O comunicado veio depois que o embaixador russo na Inglaterra, Alexander Yakovenko, disse a jornalistas na quinta-feira que as alegações de que a Rússia estaria envolvida no caso "não se sustentavam".

O comunicado emitido pela diplomacia britânica com o título "mitos russos sobre o MH17" descredita as afirmações do Kremlin, que diz apenas auxiliar os separatistas com assistência humanitária e que as evidências sobre o contrário não tem credibilidade.

"Dado o crescente número de evidências, sem informações relevantes que provem o contrário, acreditamos que é muito provável que o voo MH17 tenha sido derrubado pelo sistema de mísseis russo SA-11, operado a partir de uma área separatista apoiada pelos russos no leste da Ucrânia", diz o comunicado.

"A Rússia fez afirmações contraditórias, mutualmente excludentes, que culpam a Ucrânia pelo ataque, mas eles não estão baseados em fatos", acrescenta o documento. "A Rússia não disponibilizou evidências para sustentar suas afirmações'.

(Reportagem de Stephen Addison)

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