Grã-Bretanha é forçada a mudar modelo de caças

Os custos crescentes e os atrasos forçaram nesta quinta-feira a Grã-Bretanha reverter uma decisão sobre o tipo de caça que vai comprar em um programa de armas multibilionário, em uma embaraçosa reviravolta para o primeiro-ministro, David Cameron, depois de semanas de manchetes ruins.

MOHAMMED ABBAS E RHYS JONES, REUTERS

10 Maio 2012 | 16h59

A Grã-Bretanha vai agora optar pelo jato modelo F35 Joint Strike Fighter (JSF), construído pela empresa norte-americana Lockheed Martin, a escolha original do governo trabalhista anterior e que o gabinete de Cameron já havia descartado como inadequada.

A nova aeronave decola verticalmente e não necessita que uma catapulta e cabos desaceleradores sejam montados em porta-aviões britânicos. O governo disse que o custo de conversão dobrou para 2 bilhões de libras (3,2 bilhões de dólares) desde as estimativas iniciais de uma revisão militar abrangente em 2010.

A Grã-Bretanha atualmente não tem porta-aviões e está esperando a entrega de dois novos navios.

"A decisão sobre os porta-aviões em 2010 era certa na hora, mas os fatos mudaram e, portanto, também deve mudar a nossa abordagem", disse o secretário de Defesa, Philip Hammond, em comunicado.

"Esse governo não vai perseguir cegamente projetos e ignorar o crescimento dos custos e atrasos", acrescentou.

A Revisão de Segurança e Defesa Estratégica de 2010 pretendia definir o rumo para a defesa até 2015, colocando ordem em um Ministério da Defesa amplamente criticado por agências reguladoras e outros por seus programas de armas caóticos e caros.

No entanto, os críticos chamaram a revisão de apressada e guiada pelos custos, feita por um governo ansioso para cortar gastos públicos para enfrentar um déficit orçamentário recorde.

(Reportagem adicional Tim Hepher, em Paris)

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