Grã-Bretanha escolhe diplomata para chefiar agência de espionagem

A Grã-Bretanha afirmou nesta terça-feira ter escolhido um diplomata para chefiar sua agência de vigilância GCQH, que se viu sob um escrutínio inédito da opinião pública por causa dos documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional do Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden.

Reuters

15 de abril de 2014 | 17h54

Em janeiro, a Grã-Bretanha anunciou que o atual chefe da agência, Iain Lobban, estava saindo depois de seis anos a cargo do equivalente britânico da NSA.

A saída do funcionário, de 53 anos, foi divulgada depois que ele defendeu publicamente a legalidade do trabalho da GCQH, negando que a agência tenha realizado vigilância ilegal em massa. Autoridades disseram que sua demissão não teve relação com a repercussão dos documentos vazados.

Nesta terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores britânico anunciou que Robert Hannigan, um diplomata veterano responsável por temas de defesa e inteligência, irá se tornar o novo chefe da GCQH a partir do segundo semestre.

O chanceler William Hague disse que Hannigan, de 49 anos, tem a mistura ideal de experiências para a função.

"Além de suas qualidades pessoais impressionantes, Robert traz ao cargo uma infinidade de experiências relevantes nos campos de segurança nacional, contraterrorismo e relações internacionais", afirmou Hague.

Hannigan foi conselheiro do ex-primeiro ministro Tony Blair no processo de paz com a Irlanda do Norte e fez a intermediação com o governo dos Estados Unidos na questão.

(Reportagem de Andrew Osborn e William James)

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