Grã-Bretanha examina em aeroporto passageiros de países com surto de Ebola

A Grã-Bretanha começou a verificar nesta terça-feira os passageiros que chegam ao aeroporto mais movimentado de Londres vindos do oeste da África, em busca de sinais do vírus mortal do Ebola.

REUTERS

14 de outubro de 2014 | 11h19

O ministro da Saúde, Jeremy Hunt, declarou na segunda-feira que a Grã-Bretanha pode contar com “um punhado” de casos do Ebola nos próximos três meses, em parte devido ao fato de ser um popular destino de viagens.

O surto de Ebola, o pior já registrado, já matou mais de quatro mil pessoas, a maioria na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

O procedimento de vistoria no aeroporto de Heathrow será aplicado a passageiros que viajaram à área afetada, os quais preencherão questionários para que se descubra qualquer possível exposição ao vírus e também terão a temperatura medida se necessário.

Embora não haja voos diretos da região em questão para a Grã-Bretanha, muitos passageiros vão a Londres em voos indiretos oriundos de outros terminais. Hunt disse que a verificação deve cobrir 89 por cento das pessoas que chegam vindas das áreas infectadas.

Até o final da semana o programa será levado ao aeroporto de Gatwick, também em Londres, e à linha de trem Eurostar, que conecta o país com outros países europeus.

Qualquer pessoa que tiver sido exposta à doença ou exibir sintomas passará por uma avaliação clínica e pode ser encaminhada a um hospital, informou o governo, mas autoridades de saúde questionam a vistoria, já que o período de incubação do vírus é de 21 dias, durante os quais o paciente pode não ter sintomas.

(Por William James)

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