Grã-Bretanha lança leis aéreas para impedir britânicos de se juntarem ao Estado Islâmico

A Grã-Bretanha vai colocar em prática novas leis na próxima terça-feira para tentar impedir que as companhias aéreas do país transportem passageiros que possam estar viajando para se juntar aos militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, disse um ministro neste domingo.

REUTERS

08 Março 2015 | 18h05

Os serviços de segurança estimam que cerca de 600 britânicos já foram para Síria e Iraque para se juntar aos grupos militantes, incluindo o homem conhecido como "Jihadi John", que aparece em vários vídeos de decapitação por membros do Estado Islâmico.

Sob as novas leis propostas, a secretária do Interior Theresa May disse que seria possível prevenir as companhias aéreas de transportar esses passageiros, incluindo crianças, que fossem suspeitos de viajar para fazer parte de alguma "atividade ligada ao terrorismo" nesses países, de acordo com comunicado emitido pelo ministério.

"Essa importante legislação vai acabar com a possibilidade dessas pessoas viajarem para lutar e depois retornarem", disse James Brokenshire, ministro de Segurança que atua no departamento de May, em comunicado.

"Ela também vai aumentar nossa capacidade de monitoramento e controle das ações daqueles que representam ameaça", acrescentou.

As novas regras fazem com que as companhias aéreas passem a requisitar autorização para transportar tais passageiros. Um sistema automático baseado em listas de passageiros providenciadas pelas companhias aéreas irá apontar os viajantes de alto risco e impedir que eles embarquem nas aeronaves. 

A mudança na legislação ocorre apenas três semanas depois que três estudantes londrinas fugiram da Grã-Bretanha para se juntarem ao Estado Islâmico via Turquia. 

A Turkish Airlines já disse que está auxiliando em uma investigação do governo, mas admitiu que só é responsável pela checagem dos vistos. 

O primeiro-ministro David Cameron também pediu que as companhias de Internet façam mais para combater o extremismo online, depois que foi revelado que as três garotas usaram o Twitter para entrar em contato com outra mulher ligada ao Estado Islâmico. 

Falando em uma sala de bate-papo online neste domingo, a coordenadora nacional do programa antiterrorismo, Helen Ball, disse que ao menos 22 famílias na Grã-Bretanha já relataram o desaparecimento de garotos e garotas que, acredita-se, possam ter fugido para a Síria. 

(Por William James)

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