Grã-Bretanha ordena revisão da segurança de implantes de seio

A Grã-Bretanha está avaliando novas evidências sobre os riscos de implantes de seio realizados por uma empresa francesa, agora fechada, em um momento de preocupação global sobre o tema, disse o governo no sábado.

REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 14h36

O governo francês já aconselhou as 30 mil mulheres na França que compraram implantes da Poly Implant Prothese (PIP) a removê-los diante de preocupações de que as próteses podem se romper.

A Grã-Bretanha ainda não entrou com um processo judicial e os dois países disseram que não existe uma ligação entre câncer e os implantes. Mas o secretário britânico de Saúde Andrew Lansley disse que novas informações surgiram e o governo fará uma nova análise de todas as evidências.

"Vimos evidências conflitantes e, em particular, ontem recebemos informações de um dos grandes fornecedores de cirurgia cosmética que diz que agora tem informações que não tinha divulgado ao regulador", disse.

"Estou preocupado e infeliz sobre a consistência e qualidade da informação que foi fornecida...Se existe qualquer preocupação sobre a segurança, iremos agir".

Lansley pediu ao diretor médico da estatal britânica Serviço Nacional de Saúde, Bruce Keogh, que lidere a revisão. Keogh irá reportar suas conclusões "no início da próxima semana".

A investigação irá examinar informações da Grã-Bretanha e de outros países e também avaliar a regulação e segurança da cirurgia cosmética privada na Grã-Bretanha.

O advogado que defende a PIP disse na terça-feira que a maioria das próteses vendidas pela empresa francesa desde 1991 foram produzidas usando silicone não aprovado pelas autoridades francesas.

Uma vez considerada a terceira maior realizadora de implantes no mundo, o PIP foi a falência em 2010 depois que uma investigação oficial revelou que estava usando silicone mais barato e não aprovado em alguns de seus produtos.

Uma investigação de um homicídio foi iniciada nesse mês depois da morte por câncer, em 2010, de uma mulher francesa que tinha implantes da PIP. O caso deu início a uma preocupação global que poderia afetar 300 mil mulheres que compraram implantes da PIP.

(Por Matt Falloon)

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