Grã-Bretanha pede que Irã cancele execução por apedrejamento

A Grã-Bretanha pediu ao Irã na quinta-feira que interrompa o processo de execução de uma mulher que, segundo um grupo de direitos humanos, está prestes a morrer apedrejada por adultério.

REUTERS

08 de julho de 2010 | 15h35

"O apedrejamento é uma punição medieval que não tem lugar no mundo moderno e o uso continuado desse tipo de punição no Irã demonstra, em nosso ponto de vista, um desrespeito deslavado aos direitos humanos com os quais o país se comprometeu", disse o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, numa entrevista coletiva.

A Anistia Internacional afirmou na semana passada que teme que Sakineh Mohammadi Ashtiani, mãe de dois filhos, seja executada por apedrejamento a qualquer momento por adultério.

O grupo de direitos humanos informou que ela foi condenada em 2006 por ter tido um "relacionamento ilícito" com dois homens e recebeu 99 chibatadas na sentença.

A Anistia afirmou que, apesar disso, Mohammadi Ashtiani foi depois condenada por "adultério enquanto casada", o que ela negou, e foi condenada à morte por apedrejamento.

Hague pediu que o Irã cancele imediatamente a execução e revise o processo de Mohammadi Ashtiani.

"Se essa punição for executada, ela causará indignação e horror ao mundo que a observa", afirmou ele.

(Reportagem de Adrian Croft)

Tudo o que sabemos sobre:
GBRETANHAIRAAPEDREJAMENTO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.