Grã-Bretanha prepara leis para multar aeroportos após caos aéreo

A Grã-Bretanha está considerando criar novas leis para multar operadoras de aeroportos se os passageiros forem prejudicados por problemas de planejamento, anunciou neste domingo o governo do país, depois que a neve provocou cancelamentos e atrasos de milhares de voos na semana passada.

PETER GRIFFITHS, REUTERS

26 de dezembro de 2010 | 13h03

A neve e o gelo deixaram aviões no solo em toda a Grã-Bretanha e no norte da Europa antes do Natal, levando a indagações sobre se as operadores dos aeroportos deveriam estar melhor preparadas para essa situação.

O secretário de Transportes britânico, Philip Hammond, afirmou que os administradores do aeroporto de Heathrow, em Londres -- o mais movimentado do mundo em voos internacionais -- subestimaram demais a quantidade necessária de líquido de degelo.

Uma das duas pistas do Heathrow, que é administrado pela empresa espanhola Ferrovial, permaneceu fechada por quarto dias devido à neve, e muitos aviões ficaram congelados em seus bolsões de estacionamentos.

O comissário europeu para os Transportes, Siim Kallas, classificou os problemas como inaceitáveis e afirmou que pode forçar os aeroportos, por lei, a manter um nível mínimo de serviço durante climas extremos.

O Ministério dos Transportes britânico informou que a interrupção no serviço realçou a fraqueza dos poderes reguladores da aviação no Reino Unido, que não conseguem fiscalizar as operadoras.

"O governo está comprometido em reformar a maneira como os aeroportos são administrados, colocando os passageiros no coração de como eles são conduzidos", afirmou uma porta-voz do Departamento dos Transportes na nação.

"Isso exigirá legislação primária e estamos considerando opções de como é melhor levar isso adiante."

Qualquer nova lei pode fazer com que as licenças das operadoras sejam canceladas caso elas falhem na hora de lidar com emergências como o tempo ruim, afirmou Hammond em uma entrevista ao jornal The Sunday Times.

"Porque os aeroportos são, no final das contas, infraestruturas estratégicas, nós provavelmente necessitamos ter em última instância alguns poderes para intervir de uma forma que não podemos neste momento", afirmou Hammond ao jornal.

O ministério não deu detalhes sobre o tempo e a forma de uma legislação para as operadoras aeroportuárias.

Após críticas recentes, a empresa BAA anunciou uma investigação em sua maneira de enfrentar nevascas e prometeu gastar mais 10 milhões de libras (15,44 milhões de dólares) em medidas para lidar com a neve.

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