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Grã-Bretanha rejeita novas sanções contra o Irã agora

As grandes potências não devem se apressar em impor novas sanções ao Irã num momento em que Teerã tem uma boa chance de normalizar suas relações com Washington, disse na terça-feira o chanceler britânico, David Miliband.

REUTERS

31 de março de 2009 | 18h19

Revertendo a política de seu antecessor George W. Bush, o presidente dos EUA, Barack Obama, propôs um reinício das relações do seu país com o Irã, após três décadas de profunda desconfiança mútua, agravada nos últimos anos pelo programa nuclear iraniano.

A Grã-Bretanha, que é uma das seis potências globais que tentam convencer o Irã a abandonar o programa nuclear, apoiou a nova abordagem norte-americana.

Miliband disse ao Parlamento britânico que a oferta dos EUA "representa a melhor chance que o Irã jamais terá de normalizar suas relações com o resto do mundo e acima de tudo normalizar relações com os EUA".

Questionado sobre quanto a Grã-Bretanha deveria aguardar antes de pleitear novas sanções da ONU ou da União Europeia contra o país, Miliband respondeu: "Agora não é hora de se apressar para mais sanções. Agora é hora de apoiar a abertura norte-americana, que é uma oportunidade única em uma geração, não só para nós, mas para os iranianos".

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã queira construir armas nucleares, algo que Teerã nega, alegando que seu programa nuclear é pacífico e se destina à geração de energia elétrica. O Conselho de Segurança da ONU já impôs três rodadas de sanções a Teerã.

Miliband alertou que "se os iranianos não responderem de forma positiva, novas medidas podem ser tomadas".

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, diz repetidamente que os EUA vão impor novas punições ao Irã caso o país mantenha suas atividades. Mas, em 20 de março, Obama divulgou uma mensagem por vídeo ao Irã em que oferecia um "novo começo". O Irã reagiu com discrição à oferta.

Na terça-feira, um importante diplomata dos EUA encontrou a delegação iraniana durante uma conferência internacional sobre o Afeganistão em Haia, num sinal de possível aproximação.

Sem entrar em detalhes, Miliband afirmou haver "uma gama de opções sobre a mesa" para que haja cooperação com o Irã a respeito de um programa nuclear civil.

Ele afirmou ainda que Londres por enquanto não se decidiu a enviar mais tropas ao Afeganistão, nem recebeu qualquer apelo dos EUA nesse sentido.

Na semana passada, o comandante do Exército britânico, general Richard Dannatt, disse ao jornal The Times que o contingente do seu país no Afeganistão poderia crescer dos atuais 8.300 para até 12 mil soldados.

Miliband disse que o primeiro-ministro Gordon Brown deve discutir a questão do Afeganistão e do Paquistão com Obama em Londres na quarta-feira.

(Reportagem de Adrian Croft)

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