Grã-Bretanha vai iniciar triagem de passageiros devido a risco de Ebola

A Grã-Bretanha informou nesta quinta-feira que vai começar a realizar triagem de passageiros que entram no país pelos dois principais aeroportos de Londres e a ligação ferroviária com a Europa para verificar possíveis casos do vírus Ebola.

REUTERS

09 de outubro de 2014 | 16h57

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Ebola já matou mais de 3.800 pessoas na África Ocidental, e no início desta semana uma enfermeira espanhola tornou-se a primeira pessoa a ter contraído o vírus fora da África.

Este fato, combinado com o status de Londres como um centro de transporte global, elevou o nível de preocupação pública sobre o risco de a doença se espalhar para a Grã-Bretanha, levando alguns políticos a pedir para o governo intensificar as suas defesas fronteiriças.

"Uma triagem avançada será inicialmente implementada em Heathrow e Gatwick, em Londres, e nos terminais do Eurostar", informou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, David Cameron.

"(A triagem) envolverá a avaliação do histórico recente de viagem dos passageiros, que possam ter tido contato com (Ebola) e planos de viagem, assim como uma possível avaliação médica, realizada por pessoal médico treinado."

O governo disse que o risco à Grã-Bretanha se mantém baixo, mas que a análise adicional de passageiros foi recomendada pela principal autoridade médica do país como forma de melhorar a detecção e isolar casos de Ebola.

O vírus do Ebola pode levar até três semanas para que as vítimas apresentem sintomas, estágio em que a doença se torna contagiosa e pode ser transmitida através do contato com fluidos corporais, como sangue ou saliva.

Na quarta-feira, o governo dos Estados Unidos determinou que cinco aeroportos iniciem uma triagem de passageiros da África Ocidental para febre. O Canadá disse estar tomando medidas semelhantes.

(Reportagem de William James)

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