Grandes partidos espanhóis se unem em ato contra o ETA

Depois de anos de desencontros napolítica antiterrorista, os principais partidos espanhóis semanifestarão nesta terça-feira contra o grupo separatista bascoETA, que no sábado cometeu um atentado que matou umguarda-civil na França. O frustrado processo de paz tentado pelo governo de JoséLuis Rodríguez Zapatero durante a trégua imposta pelo grupoarmado dividiu o Partido Socialista Operário Espanhol (governo)e o Partido Popular (oposição de direita), que agora voltam ase reencontrar no rechaço ao ataque de Capbreton. A manifestação na Porta de Alcalá (centro de Madri), apartir das 19h (16h, horário de Brasília), foi convocada portodos os grupos parlamentares do Congresso e por entidadessociais, como protesto silencioso sob o lema "Pela liberdade,para a derrota do ETA". Mas Zapatero não participará do ato, assim como se ausentoude manifestações anteriores desse tipo, segundo o PSOE. AAssociação de Vítimas do Terrorismo também faltará, expressandosua indignação com uma resolução parlamentar que autoriza ogoverno a negociar com os separatistas bascos. Provavelmente vão se repetir as vaias e xingamentos aogoverno, como já aconteceu na segunda-feira diante daprefeitura de Madri, ao final de um minuto de silêncioconvocado em toda a Espanha para condenar o atentado. O PartidoPopular procurou se distanciar das críticas ao Executivo. "É preciso eliminar o ETA das instituições, é preciso tiraro ETA da vida política e social do país, é preciso cortar osfluxos financeiros do ETA, e portanto não acho que os gritoscontribuam para isso", disse na terça-feira o deputado VicenteMartínez Pujalte (Partido Popular), que entretanto criticou, ementrevista a uma rádio, a ausência de Zapatero na passeata. Já o líder socialista do Congresso, Diego López Garrido,afirmou que o protagonista do ato será a sociedade e minimizouos incidentes em Madri. "Esta noite haverá centenas de milhares de pessoas queterão um grito unitário, que será um grito de silêncio, comperdão do paradoxo", afirmou ele à rádio pública RNE.

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