Grécia conta com exército para combater greve de transportadoras

Após cinco dias de uma greve que afetou gravemente a provisão de combustível, Governo ordenou que as Forças Armadas abasteçam aeroportos e hospitais

EFE,

31 de julho de 2010 | 07h41

O Governo grego espera que as medidas de mobilização adotadas e a ajuda das Forças Armadas garantam o fornecimento de combustíveis neste sábado, enquanto se mostra decidido a punir as transportadoras que se mantêm em greve.

 

Na sexta-feira, após cinco dias de uma greve que afetou gravemente a provisão de combustível, o Governo ordenou que as Forças Armadas abasteçam aeroportos e hospitais. A decisão, segundo comunicado oficial, foi adotada "depois da recusa das transportadoras de acatar as ordens" de interromper a greve, o que "constitui uma provocação e prejudica o interesse público".

 

Por isso, advertiu que os grevistas que desafiarem a ordem ditada na quarta-feira serão levados à justiça. De acordo com uma lei de 1974, a maioria dos 30 mil donos de transportadoras que se negaram a cumprir as disposições do Governo podem pegar penas de até cinco anos de prisão.

 

O Ministério de Infraestrutura e Transporte advertiu na sexta-feira à noite que "as sanções previstas serão levadas ao pé da letra, incluindo a retirada das licenças profissionais".

 

Os motoristas protestam contra um projeto de lei que põe fim ao monopólio da profissão, de acordo com o exigido pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de um auxílio econômico.

 

A greve no setor provocou sérios problemas de abastecimento e escassez de produtos no mercado. "Sem dúvidas a greve teve consequências no turismo", embora "os voos e os portos estejam funcionando, e o movimento turístico siga sem problemas", declarou neste sábado o vice-ministro do Turismo, Yorgos Nikitiadis, à rede televisiva "Skai". No entanto, o jornal ateniense "Kazimerini", que cita fontes do setor turístico, um dos pilares da economia grega, assegura que houve uma redução de cerca de 100 mil reservas diárias em hotéis, em comparação coma alta temporada do ano passado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.