Grécia demite diretor de estatal por se recusar a cortar salários

O governo grego demitiu nesta quinta-feira o diretor da produtora estatal de níquel, a Larco, por ele se recusar a reduzir os salários dos trabalhadores. É o primeiro chefe de companhia estatal a perder o emprego por se opor a medidas de corte de custos.

Reuters

09 de agosto de 2012 | 14h25

O Ministério das Finanças declarou em um comunicado que foi pedido ao presidente e chefe-executivo da Larco, Anastasios Barakos, que renunciasse por ignorar a lei.

"Ele não aplicou a legislação que exige a redução de salários por todo o setor público", afirmou o Ministério.

Barakos não foi localizado para comentar a demissão. A Larco é uma das maiores produtoras mundiais de níquel.

Autoridades do Ministério disseram que todas as corporações estatais foram informadas em 2011 de que deveriam reduzir a folha de pagamento em 35 por cento nos próximos dois anos, com 25 por cento no primeiro ano, em linha com as reduções nos serviços civis de base.

Eles disseram que Barakos respondeu que a companhia não deveria ser incluída na lei e se recusou a executar os cortes.

Companhias estatais normalmente pagam salários mais altos que o setor principal do Estado. Uma das metas da coalizão do governo para cumprir os compromissos com os credores internacionais é fechar, unificar ou privatizar essas companhias custosas.

Dados divulgados nesta quinta-feira mostraram que a taxa de desemprego da Grécia escalou para um novo recorde em maio.

(Reportagem de Dina Kyriakidou e Karolina Tagaris)

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