Grécia é atingida pelo 3.º dia de violência após morte de jovem

Assassinato de adolescente em Atenas por políciais deu início a violência em várias cidades no fim de semana

Agências internacionais,

08 de dezembro de 2008 | 09h21

Centenas de estudantes lançaram bombas de gasolina contra polícias na cidade de Tessalonica nesta segunda-feira, 8, terceiro dia de protestos contra a morte de um jovem de 16 anos por policiais, na noite de sábado. Dezenas de pessoas foram feridas e várias lojas foram destruídas em Atenas e Tessalonica no fim de semana durante o que é considerado o maior distúrbio na Grécia em vários anos. As ruas da cidade foram tomadas por bombas de gás lacrimogêneo nesta segunda, enquanto a polícia perseguia cerca de 300 manifestantes de extrema esquerda e anarquistas, prendendo dois deles. Mais distúrbios são previstos para o dia em Atenas, onde, o Partido Comunista Grego convocou um protesto, apesar da prisão dos dois oficiais responsáveis pela morte do adolescente. As circunstâncias em que o jovem de 16 anos, identificado como Alexandros Grigoropoulos, foi morto a tiros por um policial em Atenas continuam pouco claras. Um porta-voz da polícia afirmou que o oficial disparou três tiros de advertência depois que sua viatura foi atacada por cerca de 30 jovens em Exarchia, bairro boêmio considerado a sede do movimento anarquista ateniense. No entanto, testemunhas disseram que o policial fez mira no jovem que acabou morto.  Carros e pedestres voltaram para as ruas de Atenas depois dos confrontos do fim de semana, mas a tensão prevalece. Grandes avenidas das cidades atacadas foram interditadas com lixo em chamas. Em Atenas, os manifestantes começaram a marchar na direção da principal delegacia de polícia da capital, mas acabaram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo. Com uma greve de 24 horas planejada para quarta-feira, contra as reforças do sistema de pensões e as políticas econômicas do governo, muitos gregos acreditam que os protestos podem se estender por dias.

Tudo o que sabemos sobre:
Grécia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.