Grécia pode reduzir déficit sem novas medidas--primeiro-ministro

A Grécia pode cumprir suas metas de redução de déficit, como foi combinado com credores internacionais, sem precisar de novas medidas de austeridade e mesmo com receitas atrasadas, afirmou nesta domingo o primeiro-ministro grego, George Papandreou.

REUTERS

12 de setembro de 2010 | 10h50

Os esforços da Grécia para sair a crise de dívida que abalou a Zona do Euro deve convencer os mercados mais céticos, o custo do dinheiro será reduzido e o calote será evitado, disse o primeiro-ministro em entrevista coletiva em um evento anual na cidade de Tessalônica, no norte do país.

"A reestruturação da dívida poderia ser catastrófica para a economia, para a credibilidade e para o nosso futuro", disse. "Nós estaríamos falando sobre o colapso do nosso sistema bancário, seria uma tragédia para as famílias. Mas nós não estamos nem discutindo isso."

A Grécia precisa diminuir seu déficit no orçamento para 8,1 por cento do PIB, contra 13,6 por cento em 2009 para atender às condições de um plano de resgate de 110 bilhões de euros, acordados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Contudo, duras medidas de austeridade --os impostos têm aumentado enquanto salários e pensões estatais foram cortados-- estão prejudicando as receitas do Estado e a atividade econômica grega, mergulhando o país em uma profunda recessão.

Papandreou disse que as receitas orçamentais estão realmente fracas, mas que estava confiante de que as metas para o final do ano seriam atingidas sem a necessidade de novas medidas.

As perdas nas receitas da Grécia são de quase 1,5 bilhão de euros. "Com o ritmo que temos avançado e com as medidas já tomadas estamos confiantes de que iremos atingir a meta para 2010, e este será um grande feito", afirmou o primeiro-ministro.

O mercado, ainda tenso com a questão da Grécia, será convencida pelos esforços do país e os custos dos empréstimos, agora proibitivos, começarão a cair, acrescentou Papandreou.

(Por Harry Papachristou)

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