Grécia vive manhã tranqüila após três noites de distúrbios

Trabalhadores da Prefeitura de Atenas tentam apurar valor dos danos no centro; 176 foram detidas

Efe,

09 de dezembro de 2008 | 06h16

A Grécia vive uma manhã tranqüila após três noites de distúrbios, destruição e saques nas lojas do centro de Atenas e em outras cidades durante as manifestações pela morte de um menor que foi baleado por um policial no sábado. Centenas de radicais destroem e saqueiam centro de AtenasGaleria de fotos dos protestos   Cidadãos e trabalhadores da Prefeitura de Atenas se encontram desde a madrugada desta terça-feira no centro da cidade para fazer uma apuração dos danos materiais e retirar os escombros do que restou após uma noite de incêndios e destruição perpetrada por radicais. Mais de 10 prédios do centro foram parcialmente incendiados, mais de 200 lojas destruídas e cerca de 40 veículos queimados. A Polícia informou que 12 policiais ficaram levemente feridos e 20 civis tiveram de ser internados em hospitais locais. Durante os distúrbios foram detidas 176 pessoas, e 87 delas serão julgadas nas próximas horas. Na cidade de Salônica, as imagens de destruição são parecidas, com 18 lojas e cinco bancos completamente queimados. O prefeito de Atenas, Nikitas Kaklamanis, solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministro grego, o conservador Costas Caramanlis, e com os líderes dos partidos da oposição, para pedir união contra as ações dos grupos de radicais que levaram um grande prejuízo aos comerciantes locais. O Partido Socialista (Pasok), o maior da oposição, convocou uma manifestação pacífica no centro de Atenas para o meio-dia de hoje (local), dia do funeral da vítima fatal, Alexander Grigoropulos. O líder do Pasok, Giorgos Papandreu, declarou que "já basta com este Governo que não protege o cidadão". Após uma reunião extraordinária ministerial convocada segunda-feira à noite pelo primeiro-ministro, o Executivo afirmou que não haverá qualquer tolerância contra os radicais que destroem os bens dos cidadãos. Caramanlis deve se reunir com o presidente grego, Carolos Papoulias, e com os chefes dos partidos políticos separadamente durante o dia.

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