Gregos marcham para marcar revolta de 1973 contra junta militar

Milhares de gregos protestando contra as políticas de austeridade se reuniram em Atenas neste sábado para marcar um sangrento levante estudantil ocorrido há quase quatro décadas contra a junta militar que então governava o país.

Reuters

17 de novembro de 2012 | 16h41

O protesto anual frequentemente se torna um ponto central para os grupos que protestam contra as políticas governamentais. Estudantes, professores, trabalhadores e pensionistas depositaram coroas de flores e cravos na escola Politécnica da cidade para honrar os dezenas de mortos da revolta de 17 de novembro de 1973.

"Temos de enviar (ao governo) uma mensagem. A situação pode mudar somente se nós resistirmos", disse Panagiotis Sarantidis, 37 anos, que foi até a Escola Politécnica prestar homenagem aos alunos mortos, segurando a filha nos braços.

Aproximadamente 7 mil policiais foram mobilizados para patrulhar as ruas no centro de Atenas e bloquear as vias com o início da marcha.

Somando-se às tensões deste ano, um partido de extrema-direita negou nesta semana que tenha havido mortes na Escola Politécnica em 1973.

"A maioria de nós sente que isso (a situação atual) é como a junta", disse Apostolis Sabaziotis, um psicólogo de 32 anos, antes da marcha.

Muitos gregos acusam os dois principais partidos do governo de coalizão, o conservador Nova Democracia e o Socialista Pasok, que têm dominado a política desde a queda da junta, de levar o país quase à falência.

(Reportagem de Renee Maltezou e Gina Kalovyrna)

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