Greve dos ferroviários afeta milhões de pessoas na Alemanha

Paralisação atinge 90% do país e pode durar 48 horas; sindicato exige aumento salarial

Efe,

15 de novembro de 2007 | 12h02

Milhões de viajantes foram afetados pela maior greve ferroviária na história da Alemanha, promovida pelo sindicato de maquinistas GDL, que, após paralisar quase totalmente o transporte de mercadorias, iniciou na madrugada desta quinta-feira, 15, a interrupção geral no serviços do transporte público. A greve afeta especialmente o leste da Alemanha, onde só circulam 10% dos trens de passageiros regionais. Nas grandes cidades, como Berlim, os intervalos entre os trens locais chegam a 40 minutos. Às 2 horas da madrugada (horário local), o GDL iniciou a suspensão majoritária do transporte de passageiros nas linhas locais, regionais e longa distância da Deutsche Bahn, a rede ferroviária alemã. No oeste a situação parece ser menos dramática. A Deutsche Bahn calcula que circulam 50% dos comboios regionais e locais e 60% dos trens de longo percurso. Na prática, porém, muitos trens que deviam circular dentro do plano de serviços mínimos e de emergência não funcionam. A greve nas ferrovias alemãs deve durar 48 horas. O sindicato se mostrou satisfeito com o desenvolvimento da greve e anunciou que nas oito primeiras horas pararam mais de 550 maquinistas em toda a Alemanha.  O GDL exige a elaboração de um convênio para os maquinistas independente do resto do pessoal da Deutsche Bahn e aumentos salariais de até 30%, assim como um bônus. As negociações se encontram paralisadas há mais de 10 dias. O sindicato espera uma nova oferta para voltar à mesa de conversas, mas a empresa afirma que não se deixará chantagear por uma minoria do pessoal.

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