Greve dos transportes na França se aproxima do fim

Os trabalhadores dos transportes públicosfranceses decidiram em suas assembléias de quinta-feiraencerrar a greve iniciada no dia 13 e dar uma chance para asnegociações sobre a reforma previdenciária. O número de trens nas ferrovias nacionais e no metrô deParis já está quase normalizado, mas o serviço só deve sercompletamente restaurado no fim de semana. A greve, iniciada no dia 13, representa o maior desafio atéagora ao presidente Nicolas Sarkozy, eleito em maio com apromessa de reformas. O governo diz que a paralisação causou prejuízos de 400milhões de euros por dia (quase 600 milhões de dólares).Aliados do presidente Nicolas Sarkozy comemoraram o fim dasparalisações, mas os sindicatos mais radicais ameaçam retomar agreve em dezembro se estiverem descontentes com o rumo dasnegociações. Mas o governo se considera vitorioso pelo simples fato deque os sindicatos aceitaram negociar, ao contrário do queaconteceu em 1995, quando uma greve com grande adesão obrigou ogoverno a suspender uma reforma previdenciária semelhante. Sarkozy manteve-se excepcionalmente discreto durante oimpasse. "O sucesso do método Sarkozy", foi a manchete dojornal direitista Le Figaro. Até o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, críticode Sarkozy, apesar de também ser conservador, elogiou o chefede Estado. "A preocupação expressa de não politizar, não buscargarantir que há um vencedor e um perdedor, é a estratégiacorreta nas questões sociais", disse Villepin ao canal France2. Sarkozy não quis ceder no principal elemento da sua reforma-- o fim do regime especial de pensões que permite adeterminadas categorias do funcionalismo público se aposentarcom 2,5 anos de antecedência. Mas ele sinalizou disposição em fazer concessões em outrasáreas, como salários, e a imprensa francesa diz que a estatalferroviária SNCF pode ter gastos de até 100 milhões de eurospor ano (150 milhões de dólares) devido a aumentos de saláriose benefícios que sejam negociados.(Com reportagem de Gerard Bon)

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