Greve na França bloqueia refinarias e depósitos de petróleo

Os trabalhadores franceses em protesto contra a reforma da aposentadoria no país disseram ter interrompido o fornecimento da maioria das refinarias de petróleo nesta quarta-feira, bloqueando também alguns depósitos de combustível.

REUTERS

13 de outubro de 2010 | 09h12

Os funcionários das refinarias pararam de trabalhar na terça-feira, como parte das greves nacionais contra a reforma previdenciária do governo. A paralisação aumentou as tensões no suprimento de combustível devido a uma greve no porto de Fos-Lavéra, de escoamento de petróleo, que dura mais de duas semanas.

Trabalhadores de nove das 12 refinarias da França aderiram à greve. Os trabalhadores de algumas usinas votaram por uma paralisação de 48 horas, e os que apoiaram uma greve de 24 horas devem votar novamente nesta quarta-feira para saber se continuarão com o protesto.

Oito refinarias tiveram o fornecimento de petróleo bloqueado nesta quarta-feira, incluindo todas as seis da Total na França, segundo a central sindical CGT.

De acordo com os sindicatos, o movimento de greve também resultou no bloqueio de alguns depósitos locais de combustível, elevando o risco de escassez se essas ações forem repetidas em outros depósitos do país.

No Fos-Lavéra, a greve contra as reformas portuária e previdenciária já dura 17 dias. Os trabalhadores devem se reunir mais tarde nesta quarta-feira para discutir o resultado das negociações da véspera entre os sindicatos e as diretorias, informou a CGT.

(Reportagem de Mathilde Cru)

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