Greve na torre Eiffel deixa turistas indignados

Uma greve restringiu seriamente o acesso à torre Eiffel na quinta-feira, deixando indignados centenas de turistas que esperavam visitar esse importante monumento no feriado da Semana Santa.

REUTERS

09 de abril de 2009 | 17h19

A torre de 300 metros de altura já havia ficado fechada na quarta-feira devido à greve de cerca de 300 empregados da empresa que administra a mais famosa atração turística francesa. Eles protestam contra as condições de trabalho.

Na quinta-feira, um dos quatro pilares da torre ficou algumas horas aberto, mas acabou sendo interditado pelo mesmo grupo. Alguns turistas esperaram durante horas, em vão, por uma possibilidade de subir nos elevadores que dão acesso ao mirante.

"Chegamos nesta tarde, e esta é a nossa primeira parada, então é bastante frustrante realmente ter de esperar tanto", disse a turista escocesa Carolina Doyle.

Os seguranças também aderiram à greve, exigindo aumento salarial.

"O custo de visitar a torre Eiffel acaba de aumentar, mas os salários não. Isso não é normal", disse Karim Herzallah, membro da central sindical CGT. O ingresso subiu de 12 para 13 euros (17 dólares) em 4 de abril.

As negociações entre os grevistas e a administração devem continuar na sexta-feira.

Cerca de 500 pessoas trabalham na torre Eiffel, que teve 7 milhões de visitantes no ano passado, dos quais 75 por cento estrangeiros. O monumento foi construído em 1889 para uma exposição internacional.

A França tem registrado desde o começo do ano diversos protestos trabalhistas contra a política econômica do presidente Nicolas Sarkozy.

Em várias empresas, empregados chegaram a fazer seus patrões como reféns para exigir melhores condições de trabalhou ou a manutenção de seus empregos.

(Reportagem de Elizabeth Pineau)

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