Grupo armado Inla renuncia à violência na Irlanda do Norte

Oficiais reagiram com ceticismo à declaração; Irlanda e Inglaterra planejam encerrar período de anistia

Agência Estado e Associated Press,

11 de outubro de 2009 | 14h30

Estátua em homenagem aos combatentes mortos do Inla é inaugurada na Irlanda do Norte em 2000

 

DUBLIN - O Exército Irlandês de Libertação Nacional (Inla, pelas iniciais em inglês) renunciou oficialmente à violência neste domingo, 11, e informou que planeja entregar suas armas.

 

Sob a condição de anonimato, dois oficiais - um do grupo paramilitar e outro de uma facção política marxista - disseram que o Inla, uma dissidência do Exército Republicano Irlandês (IRA, também pela sigla em inglês), cumprirá estes compromissos 11 anos depois da declaração de um frágil cessar-fogo.

 

Os oficiais negaram que o anúncio tivesse sido feito para coincidir com a visita da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, à Inglaterra e à Irlanda.

 

O prazo para os membros do Inla entregarem suas armas e explosivos com impunidade está se esgotando. A Inglaterra e a Irlanda planejam encerrar em breve a anistia dos últimos 12 anos para aqueles que entregam armas.

 

Oficiais britânicos e irlandeses receberam a renúncia da violência com ceticismo, devido à percepção de que o Inla é nada mais que uma aliança de gangues pequenas com uma tendência a brigar entre si pelo controle de atividades ilícitas.

 

O braço político do IRA, o Sinn Fein, também manifestou dúvidas de que a renúncia do Inla representasse um verdadeiro compromisso com a paz. "No entanto, é algo bem-vindo se for seguido pelos esforços necessários," disse o líder do Sinn Fein Gerry Adams.

 

O Inla matou mais de 110 pessoas desde a sua fundação, em 1974, até o cessar-fogo, em 1998.

 

Recentemente, a violência na Irlanda do Norte ameaçou ressurgir quando dois soldados britânicos e um policial foram mortos em março pelos grupos Ira Autêntico e Ira Continuidade.

 

Antes de partir de Londres para Dublin e Belfast no domingo, Hillary Clinton disse que os responsáveis pela escalada recente da violência na Irlanda do Norte representam o passado.

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