Grupo de oposição irlandês assume ataque a policial

'Velhos tempos' não voltarão para a Irlanda do Norte, diz Gordon Brown

Reuters

10 de março de 2009 | 08h32

Um grupo de oposição ao processo de paz na Irlanda do Norte assumiu a responsabilidade pelo assassinato do policial Stephen Carroll de 48 anos, em Craigavon, na segunda-feira à noite, segundo a imprensa britânica.   Veja também: 'Velhos tempos' não voltarão para a Irlanda do Norte, diz Brown Brown: nenhum terrorista pode destruir paz na Irlanda do Norte   O Continuity Ira (dissidência do Exército Republicano Irlandês) afirmou que seus homens mataram o oficial. O grupo pede a unificação da Irlanda e o fim do domínio britânico na região. No sábado, dois soldados britânicos foram mortos a tiros em um ataque assumido por uma organização separatista republicana, o Real Ira, outro grupo cujo nome é inspirado no já célebre Ira (sigla em inglês para Exército Republicano Irlandês).   O policial foi baleado e morto quando fazia uma patrulha em Craigavon, 40 quilômetros a sudoeste da capital Belfast. Ele investigava um comportamento suspeito em um condomínio residencial, segundo a polícia. O Ira, que combateu o domínio britânico na Irlanda do Norte durante décadas com o apoio da comunidade católica local, e guerrilhas favoráveis aos britânicos e protestantes assinaram um acordo de paz em 1998, renunciando à violência. Desde o final da década de 1960, mais de 3.600 pessoas morreram na Irlanda do Norte por conta da violência sectária.       Repercussão O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, condenou nesta terça-feira, 10, o assassinato do policial na noite passada e assegurou que "não haverá um retorno aos velhos tempos" na província.  "Esses são assassinos que tentam distorcer, perturbar e destruir o processo de paz para a população da Irlanda do Norte", disse Brown em Londres. Brown disse que a população "não quer o retorno das armas às ruas" da Irlanda do Norte. "Nunca se permitirá a destruição ou que se prejudique o processo político", afirmou.   "Não haverá um retorno aos velhos tempos. Meus primeiros pensamentos estão com a família de um policial muito valente que foi assassinado e com as forças policiais", assinalou o premiê.   O chefe do Serviço Policial da Irlanda do Norte (PSNI), Hugh Orde, disse nesta terça-feira que os policiais tinham ido verificar uma denúncia de mulher assustada que percebeu uma atividade suspeita em Lismore Manor, uma área de maioria católica em Craigavon.   "Isso não impedirá que meus agentes e eu cumpramos com o serviço às comunidades que pagam para a proteção. Isso continuará de maneira implacável", afirmou Orde. "Isto nos lembra que um pequeno grupo disposto a prejudicar o que é um enorme progresso político está se tornando mais perigoso", acrescentou o chefe do PSNI.

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