Grupo guerrilheiro grego reivindica envio de pacotes-bomba

Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Silvio Berlusconi foram alvos de tentativas de atentado

REUTERS

25 de novembro de 2010 | 16h37

O grupo guerrilheiro grego Células de Conspiração de Fogo reivindicou nesta quinta-feira a responsabilidade pelo envio de uma série de bombas a governos estrangeiros e embaixadas em Atenas neste mês e fez um alerta para novos ataques.

Os pacotes foram enviados à chanceler alemã Angela Merkel, ao presidente francês Nicolas Sarkozy e ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, entre outros.

O pacote enviado à Merkel foi interceptado em seu gabinete e desativado. Outro enviado a Berlusconi pegou fogo ao ser aberto pela polícia italiana.

O grupo  que se descreve como anti-Estado, disse em comunicado em um site de esquerda na Internet que realizou os ataques para incitar grupos em outros países a atacar alvos do governo.

"Quisemos fazer um chamado internacional", disse o grupo. "Estamos chamando nossos parceiros e grupos rebeldes na Grécia, Europa, Chile, Argentina e México a mandar seus próprios sinais agressivos."

A polícia, que já havia apontado o grupo como responsável pelos ataques, está investigando a autenticidade da mensagem.

Dois gregos foram detidos no dia 1o de novembro pouco depois de um primeiro pacote endereçado à embaixada mexicana em Atenas ter explodido em uma unidade do serviço postal, ferindo um funcionário. Mais tarde, a polícia detonou dois outros pacotes, um destinado a Sarkozy e outro à embaixada belga em Atenas.

No total, foram 14 pacotes, a maioria detonados pela polícia, que continham pequenas quantidades de explosivos, insuficientes para causar mortes. Analistas de segurança afirmaram que a escolha de alvos estrangeiros seria para atrair atenção internacional.

(Reportagem de Renee Maltezou)

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