Grupo islâmico assume tentativa de atentados na Alemanha

União da Jihad Islâmica, dissedentes de outro movimento do Usbequistão, atacariam base dos EUA e consulados

Associated Press e Reuters

11 de setembro de 2007 | 15h26

O Ministério de Interior da Alemanha anunciou nesta terça-feira, 11, que o grupo extremista União da Jihad Islâmica, dissidente do Movimento Islâmico do Usbequistão, reivindicou a autoria de planos frustrados de ataques terroristas em solo alemão. De acordo com o ministério, os alvos dos ataques frustrados seriam a base militar operada pelo Exército americano em Ramstein e consulados dos Estados Unidos e do Usbequistão no país. O ministério, responsável pela polícia e pela segurança interna do país, informou por meio de um comunicado que a União da Jihad Islâmica fez a reivindicação pela internet e que especialistas em informática do governo concluíram que a mensagem é genuína. Três homens foram presos em 4 de setembro sob suspeita de planejar ataques contra alvos americanos e de outros países dentro da Alemanha. Segundo as autoridades, os três presos - dois alemães convertidos ao islamismo e um turco - tinham recebido treinamento em campos militantes do Paquistão e depois haviam formado uma célula doméstica da União Jihad Islâmica. "Em uma mensagem pela internet, a União da Jihad Islâmica assume a responsabilidade pelos ataques fracassados na Alemanha e trata das prisões efetuadas em 4 de setembro de 2007", dizia o comunicado. "Os ataques, de acordo com essa mensagem, estavam planejados para o fim de 2007 e teriam como alvo a base aérea americana de Ramstein, assim como instalações consulares dos Estados Unidos e do Usbequistão na Alemanha." De acordo com o comunicado, o objetivo dos extremistas era pressionar pelo fechamento da base aérea mantida pela Alemanha em Termez, no Usbequistão. As prisões foram resultado da maior investigação policial feita na Alemanha nos últimos 30 anos. O ministério disse que as autoridades acreditam que a afirmação do grupo seja autêntica e que ela se encaixa nas investigações.

Tudo o que sabemos sobre:
ALEMANHAGRUPOREIVINDICA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.