Grupos de luta contra Aids lamentam morte de peritos no voo MH17

Sociedade Internacional de Aids trabalha junto com autoridades para confirmar número de conferencistas no avião que caiu na Ucrânia

O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2014 | 09h11

MELBOURNE/LONDRES - O universo da pesquisa contra a Aids estava em estado de choque nesta sexta-feira, 18, pelo fato de dezenas de especialistas na área terem morrido a bordo do avião malaio que caiu na Ucrânia, provocando um duro golpe nas esperanças de uma cura para a doença. Algumas mortes já foram confirmadas.

Entre os passageiros do voo MH17 estava Joep Lange, que pesquisava a doença havia mais de 30 anos e era considerado uma das maiores autoridades na área, admirado por sua defesa incansável da garantia do acesso barato a drogas de combate à Aids em países pobres. "Ele é um dos ícones de toda esse campo de pesquisa. Sua perda é imensa", disse Richard Boyd, professor de imunologia na Universidade Monash, de Melbourne.

Estima-se que até 100 pessoas que iam para uma conferência anual sobre Aids em Melbourne estavam no voo, noticiou a Fairfax Media. Lange, ex-presidente da Sociedade Internacional de Aids (SAI), era o responsável pelo evento.

"A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião, simplesmente não sabemos", disse Trevor Stratton, um consultor sobre Aids que já estava em Sydney para um pré-evento, à rede Australia Broadcasting Corp.

A conferência, marcada para começar no domingo, tem entre os principais palestrantes deste ano o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. São esperados mais de 12 mil participantes.

A SAI ainda trabalhava com as autoridades responsáveis para confirmar o número de conferencistas a bordo do avião. "Em reconhecimento à dedicação de nossos colegas na luta contra o HIV/Aids, a conferência vai continuar como planejado e vai incluir oportunidades para refletirmos e nos lembrarmos daqueles que perdemos", disse a entidade em comunicado. /REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.