Guerra da Otan na Líbia viola mandato da ONU, diz Rússia

A Rússia afirmou nesta terça-feira que as tentativas do Ocidente de derrubar Muammar Gaddafi são uma violação à resolução da ONU para a Líbia, que autoriza o uso da força apenas para proteger civis.

REUTERS

19 de abril de 2011 | 11h48

"O Conselho de Segurança da ONU nunca teve como objetivo derrubar o regime líbio", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. "Todos aqueles que estão usando a atual resolução da ONU com esse objetivo estão violando o mandato da ONU."

Lavrov disse que diante de tal posicionamento do Ocidente, a oposição líbia está se recusando a negociar um cessar-fogo com as tropas de Gaddafi. "É crucial estabelecer um cessar-fogo", disse ele em visita a Belgrado.

Grã-Bretanha e França solicitaram a aliados da Otan que disponibilizem mais aeronaves de ataque capazes de atingir as forças terrestres de Gaddafi, depois que os Estados Unidos reduziram sua participação na missão e passaram o comando para a Otan, em 31 de março.

Lavrov disse que a oposição do Iêmen também estava aparentemente esperando por ajuda do Ocidente, similar ao apoio da Otan aos rebeldes líbios, para derrubar o presidente Ali Abdullah Saleh.

"Provavelmente usando a mesma lógica, a oposição no Iêmen está recusando a possibilidade de sentar à mesa de negociação, esperando por esse tipo de ajuda do exterior", disse Lavrov.

O Conselho de Segurança de ONU tem uma reunião prevista ainda nesta terça-feira para discutir o Iêmen, onde o Ocidente e aliados do Golfo Pérsico temem que um prolongado conflito interno resulte em disputas entre unidades militares rivais na capital Sanaa e em outros lugares.

(Reportagem de Aleksandar Vasovic)

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