Dominic Lipinski/AFP (08/05/2019)
Dominic Lipinski/AFP (08/05/2019)

Harry e Meghan: a história do casal que desafia a monarquia britânica

Príncipe e duquesa de Sussex abrem mão dos privilégios da família real para buscar independência financeira

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2020 | 19h40

LONDRES - A história do príncipe Harry e de Meghan Markle começou como um conto de fadas, mas se tornou uma provação e o casal decidiu renunciar a suas funções reais. Veja os cinco principais estágios do relacionamento: 

Amor à primeira vista

O príncipe Harry tinha 31 anos, vários fracassos amorosos e uma carreira militar de 10 anos quando conheceu Meghan Markle, uma atriz americana, de 34 anos, divorciada.

O primeiro encontro foi organizado por uma amiga em comum durante uma viagem de Meghan a Londres em julho de 2016. Alquimia imediata. "Tudo era perfeito", disse o príncipe Harry em entrevista à BBC no final de novembro de 2017, logo após o anúncio de seu futuro casamento.

Nos primeiros cinco ou seis meses, eles mantiveram o romance em segredo. Diante dos rumores, o príncipe formalizou seu relacionamento em novembro de 2016. 

Ele pediu Meghan em casamento um ano depois em seu chalé em Londres.

Casamento de conto de fadas

O noivado foi comemorado pela imprensa britânica, que primeiro viu em Meghan um sopro de ar fresco para a família real. Uma mulher que lidera a própria carreira, capaz de levar modernidade a uma instituição mergulhada na tradição. 

Os dois se casaram em 19 de maio de 2018 no Castelo de Windsor, cerca de 40 quilômetros a oeste de Londres, em uma cerimônia transmitida para todo o mundo, combinando o esplendor da monarquia britânica com toques da cultura afro-americana, na presença de uma infinidade de estrelas. Meghan se tornou a primeira integrante da família real com pai branco e mãe negra.

Bebê real

Meghan dá à luz o primeiro filho do casal, Archie Harrison Mountbatten Windsor, em 6 de maio de 2019.

O casal, que vivia no Palácio de Kensington, em Londres, onde William e Catherine moram, passou a morar em abril na residência Frogmore, muito maior, localizada nos terrenos do Castelo de Windsor. 

"Eu tenho os dois melhores garotos, então estou muito feliz", disse Meghan ao apresentar seu bebê, que não tem título real.

Queda do pedestal

O casal perde gradualmente o brilho, à medida que as críticas se intensificam na imprensa e os censura de desfrutar de um estilo de vida muito confortável, enquanto rejeitam os inconvenientes. 

Eles reclamam da pressão da mídia, mas renovam sua casa em Frogmore às custas dos contribuintes. Os jornais também os repreendem por sua hipocrisia, já que Harry e Meghan usam aviões particulares para suas férias enquanto defendem causas ambientais.

Também persistem os rumores sobre o comportamento caprichoso da duquesa de Sussex, após uma série de demissões de funcionários da Casa Real.

Renúncia

Diante das críticas, o príncipe primeiro elevou o tom, processando os meios de comunicação. Depois, expressou em um documentário sobre toda a pressão da mídia e da distância do seu irmão William. 

Em seguida, tomou distância viajando por algumas semanas para os Estados Unidos e Canadá.

Em um anúncio chocante na quarta-feira, 8, que surpreendeu a família real, Harry e Meghan renunciaram ao seu papel real para assumir sua independência financeira e se estabelecer parte do ano na América do Norte.

Eles querem fundar uma instituição de caridade. / AFP

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