Harry homenageia Diana como 'a melhor mãe do mundo'

Filho mais novo da princesa discursa durante homenagem; Camila e Mohammed al-Fayed não comparecem

Agências internacionais,

31 de agosto de 2007 | 10h06

Com elogios dos filhos e palavras de carinho, o aniversário de 10 anos da morte da princesa Diana foi lembrado nesta sexta-feira, 31, por membros da realeza e celebridades, em uma cerimônia realizada numa capela perto do Palácio de Buckingham. O príncipe Harry, que junto com seu irmão Willian foi um dos que falaram durante a cerimônia, ressaltou que Di foi "a melhor mãe do mundo".  Veja também: Dez anos depois, Windsors recuperam prestígioA morte e as teorias da conspiraçãoRelatório revela momentos finaisLocal de morte atrai fãs e curiosos em ParisLinha do tempo  Imagens das homenagens Imagens de Diana  Ika Fleury relembra encontro com Diana Merten: Lady Di no cinema e na televisão   "Perder um familiar tão de repente e muito jovem, assim como outras experiências que tive, foi indescritivelmente chocante e triste. Foi um acontecimento que mudou nossas vidas para sempre, assim como para qualquer pessoa que perdeu alguém naquela noite", disse o filho mais novo de Diana, que tinha 12 anos quando a princesa morreu. "O que é mais importante para nós agora e no futuro é que lembramos da nossa mãe como ela gostaria de ser lembrada, e como ela era: amorosa, generosa, realista e totalmente autêntica." Centenas de pessoas aglomeraram-se nas ruas vizinhas à capela, onde a rainha Elizabeth II, o príncipe Charles, o irmão de Diana, Charles Spencer, e vários membros da realeza e celebridades participaram de uma missa em homenagem à princesa, morta em um acidente em Paris em agosto de 1997. Mas foram as palavras de Harry as que mais emocionaram: "William e eu podemos separar nossas vidas em duas partes. Há os anos nos quais fomos abençoados com a presença física, ao nosso lado, de nossa mãe e de nosso pai", disse Harry. "E, depois, há os dez anos que se passaram desde a morte de nossa mãe. Quando ela ainda era viva, contávamos com seu incomparável amor pela vida, sua risada, seu humor, sua alegria. Ela era nossa guardiã, amiga e protetora." "Sempre nos lembraremos dela por suas incríveis obras de caridade. Mas, detrás das câmeras, para nós, que éramos apenas duas crianças amorosas, ela era simplesmente a melhor mãe do mundo." O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o músico Elton John, que cantou durante o funeral de Diana, em 1997, também prestaram suas homenagens na capela em Londres. Tony Blair, que era primeiro-ministro na época da morte de Diana e que cunhou o termo "Princesa do Povo" em um discurso, também compareceu à cerimônia. Ausências Harry e William receberam o crédito por organizar a cerimônia desta sexta-feira na Guards' Chapel do Palácio de Buckingham, mas Charles recebeu a culpa pelo convite à sua atual esposa. Camila, a quem Diana sempre culpou pelo fim do seu casamento, não participou da homenagem. A decisão foi anunciada depois que um jornal britânico publicou o comentário de uma amiga de Diana, Rosa Monckton, afirmando que a princesa ficaria "surpresa" se a então amante do marido fosse convidada. Entre os ausentes também estão o pai de Dodi, Mohammed al-Fayed, nascido no Egito e dono da loja de luxo londrina Harrods, e o ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, que não foi convidado. Burrell escreveu dois livros sobre a vida ao lado da princesa. Mohammed al-Fayed acusa a família real britânica de ter ordenado o assassinato do casal para evitar que se casassem. Realizando sua própria homenagem, pessoas comuns colocaram flores, fotos e mensagens nos portões do palácio de Kensington, a casa de Diana em Londres. O número de objetos, no entanto, foi bastante menor do que o de uma década atrás. À época, uma grande manifestação de luto tomou conta do Reino Unido. Nesta sexta, no entanto, muitos britânicos sentem que aquelas manifestações públicas de lamento foram exageradas. Em Paris, onde Diana morreu, pequenos grupos reuniram-se para deixar buquês e grinaldas de flores no local da colisão. Menos popularidade Chamada de a "Princesa do Povo" depois de ter morrido, aos 36 anos de idade, Diana era adorada por milhões de pessoas que admiravam o seu carisma, especialmente diante de uma família real considerada fria e afetada. Mas, em um sinal de que os britânicos, olhando para trás, talvez sintam ter exagerado nos lamentos pela morte da princesa, uma pesquisa realizada pela Sky News na sexta-feira mostrou que 55% das pessoas acreditavam que aquelas manifestações haviam sido desmedidas. Ao menos nos comentários deixados por usuários no site da BBC, nem todos se mostravam tocados pelo evento convocado para lembrar os dez anos da morte dela. "Para todos os que ainda lamentam o falecimento de Diana, quero dizer o seguinte: nada aconteceu na vida de vocês nos últimos dez anos? Sugiro a todos vocês que reavaliem suas vidas e que toquem o barco", escreveu Eliza, de Londres.

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