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Hillary defende 'novo começo' das relações entre Otan e Rússia

Aliança deve restabelecer laços com Moscou sete meses depois de romper relações pela guerra da Geórgia

Efe,

05 de março de 2009 | 09h50

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu nesta quinta-feira, 5, um "novo começo" nas relações entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia, e pediu aos outros aliados "realismo" para superar as diferenças e recuperar os fóruns de diálogo formal quebrados pelo conflito na Geórgia. "É o momento de explorar um novo começo. Podemos e devemos encontrar caminhos para trabalhar de um modo construtivo com a Rússia, com quem compartilhamos áreas de interesse comum, incluindo a ajuda ao Afeganistão", disse Hillary, em seu primeiro Conselho de Ministros de Exteriores da Aliança.   Sete meses depois de romper relações com a Rússia por causa da invasão da Geórgia, a Otan encaminha-se para retomar formalmente os laços com Moscou. O ministros de Relações Exteriores da Otan hoje em Bruxelas uma reunião na qual aparentemente decidiriam que este é o momento certo para reaproximar-se da Rússia, apesar das preocupações com a postura de Moscou de reafirmação de sua influência regional.   De acordo com a secretária americana, não se deve interpretar a eventual recuperação das reuniões formais e regulares do Conselho Otan-Rússia como uma "recompensa ou concessão" a Moscou. "Deveria ser considerado como um fórum de diálogo sobre os temas de desacordo e uma plataforma de cooperação que nos interessa", defendeu Hillary, para quem "não se deve ficar imóvel esperando que as coisas mudem sozinhas".   "Nós podemos e devemos encontrar meios de trabalhar construtivamente com a Rússia nas áreas de interesse comum, como a ajuda ao povo do Afeganistão, o controle de armas e a não-proliferação, o combate à pirataria e ao tráfico de drogas e as ameaças representadas pelo Irã e pela Coreia do Norte", disse Hillary.   Ao mesmo tempo, Hillary considerou que a porta da Otan deve permanecer aberta para a futura entrada da Geórgia e da Ucrânia, um dos principais pontos de atrito com a Rússia, que não quer que suas antigas repúblicas façam parte da Otan. Além disso, segundo a secretária americana, os aliados não devem "nunca" reconhecer a independência das regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul, que proclamaram sua separação da Geórgia, algo reconhecido pela Rússia.   Os ministros de Relações Exteriores da Otan estão reunidos debatendo a possível recuperação das relações formais com a Rússia, interrompidas em represália pelo conflito na Geórgia. Uma reaproximação entre a Otan e a Rússia daria vulto aos esforços do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para estabelecer laços mais fortes com Moscou depois de anos de atrito durante o governo George W. Bush. Depois da reunião da Otan em Bruxelas ela seguirá para Genebra na sexta-feira, onde se reunirá com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Dali, Hillary irá para Ancara, Turquia.

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