Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

Hollande alerta que combates no norte do Mali não terminaram

Tropas recuperaram o controle de cidades que estavam em poder de radicais islâmicos

Efe,

02 de fevereiro de 2013 | 12h32

BAMACO - O presidente da França, François Hollande, afirmou neste sábado, 2, em Timbuktu que os "combates não terminaram" no norte do Mali, apesar da recuperação do controle desta cidade e o da vizinha Gao, que até o começo desta semana estavam em poder de radicais islâmicos.

"Os combates não terminaram. Seria um erro pensar que porque recuperamos com nossos amigos malineses a capacidade de garantir cidades como Gao ou Timbuktu, podemos parar por aqui", disse Hollande em discurso às tropas francesas e malinesas em Timbuktu.

Ao lado do presidente do Mali, Dionkunda Traoré, o chefe de Estado francês parabenizou as forças francesas e malinesas por seu trabalho.

"Não foi fácil, porque os terroristas avançaram (...) Vocês conseguiram uma missão excepcional junto ao exército do Mali", disse o político francês.

Hollande chegou neste sábado ao país africano para sua primeira visita desde que no dia 11 de janeiro soldados franceses desembarcaram no Mali para apoiar o exército local em sua luta contra os radicais islâmicos que controlavam desde junho de 2012 as três províncias do norte.

O chefe de Estado francês, que deu por encerrada a primeira missão de suas tropas (conter o avanço insurgente e recuperar as principais cidades do norte), agradeceu também o "magnífico apoio" das autoridades e dos cidadãos de Timbuktu.

Além disso, insistiu que França não tem intenção de ficar no Mali, e expressou seu desejo de que a missão internacional de apoio ao país (Afisma, na sigla em inglês), assuma o comando da operação militar para "garantir a segurança de todo o território".

Por sua vez, Traoré agradeceu aos dois exércitos aliados por seu trabalho, "feito com eficácia e profissionalismo", segundo suas palavras, e ressaltou "que todo o Mali e cada malinês agradecem pela rápida e em massa resposta da França".

No entanto, Traoré deu uma indireta ao presidente francês ao afirmar que os dois exércitos tinham libertado juntos as cidades de Kona, Diabali, Gao e Timbuktu, e que juntos "vão libertar Kidal e Tesalit".

As tropas francesas haviam se deslocado sem apoio malinês a Kidal, e tomaram o controle do aeroporto local. Esta cidade está ocupada pelo grupo independentista tuaregue Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), que alega haver expulsado os radicais islâmicos e mostrou sua disposição de colaborar com o exército francês e de dialogar com Bamaco desde que as forças malinesas não entrem na cidade.

Este movimento das tropas francesas foi criticado por grande parte da classe política de Bamaco, que rejeita qualquer diálogo com os rebeldes, tanto os independentistas laicos como os radicais islâmicos.

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