Hollande buscará consenso com Merkel sobre crescimento

O candidato do Partido Socialista francês, François Hollande, vai buscar estabelecer as bases de um novo consenso franco-alemão sobre crescimento e aplacar os temores de um rompimento nas relações bilaterais em sua primeira visita a Berlim, se for eleito no domingo, disse nesta sexta-feira um importante assessor dele.

NICHOLAS VINOCUR, REUTERS

04 Maio 2012 | 13h19

Faltando apenas dois dias para o segundo turno da eleição francesa, a vantagem de Hollande sobre o presidente Nicolas Sarkozy diminuiu em algumas pesquisas de intenção de voto, mas ele continua sendo o claro favorito na disputa.

Hollande vem dizendo que, se for eleito, sua primeira viagem ao exterior seria para Berlim, para se reunir com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, e começar a desenvolver laços pessoais, suavizando as diferenças ideológicas. Merkel optou por manifestar seu apoio a Sarkozy durante a campanha eleitoral.

Pierre Moscovici, chefe da campanha de Hollande, disse que a viagem seria sobretudo um exercício simbólico para demonstrar que as relações franco-alemãs continuam intactas, mas também permitira que ele rapidamente expressasse à líder alemã suas ideias pró-crescimento.

Como presidente recém-eleito, Hollande estaria numa posição de força para começar a puxar a relação franco-alemã em sua direção durante a viagem a Berlim, que ele provavelmente faria antes da cerimônia de posse, em 15 de maio. Hollande viajaria para os EUA em 17 de maio.

"Acho que há a possibilidade de um novo acordo europeu, o qual vai emergir por meio de um novo entendimento franco-alemão", afirmou Moscovici ao clube de imprensa americano-europeu. "Esta seria sua oportunidade de conversar com ela sobre seus planos para a Europa, seus planos para o crescimento, porque é necessário mergulhar rapidamente no âmago da questão - as coisas não vão esperar."

Durante a campanha eleitoral Hollande defendeu a renegociação do tratado europeu de disciplina orçamentária. Depois, ele passou a enviar a Merkel sinais tranquilizadores de que não iria forçar uma revisão abrangente, mas fazer acréscimos ao tratado para dar mais ênfase ao crescimento.

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