Homem afirma ter encontrado Diana viva após o acidente

Testemunha relata durante julgamento que segurou a mão da princesa, que repetia palavras como "Meu Deus!"

Efe,

13 de novembro de 2007 | 07h40

O júri britânico encarregado de investigar as causas da morte de Diana ouviu nesta terça-feira, 13, o comunicado de um homem que afirma ter segurado a mão da princesa após o acidente de carro que a matou em Paris, em 31 de agosto de 1997. Na nota, Abdelatif Redjil conta que abriu a porta traseira do carro e tentou consolar a princesa, que "parecia inconsciente". "Ela repetia palavras como 'Meu Deus! Meu Deus!'", escreveu Redjil, que disse ter chegado à cena da tragédia antes do serviço de emergência. A testemunha lembrou que viu o motorista francês Henri Paul morto dentro da Mercedes, caído sobre o volante, e que outro homem - Dodi Al-Fayed -, na parte traseira do carro, aparentava estar sem vida.  Quando Redjil abriu uma das portas de atrás, viu uma "mulher loura, encolhida no chão, movimentando a mão". "Tentei tranqüilizá-la, dizendo-lhe em inglês 'Não se preocupe'. Ela abriu os olhos, mas não me respondia. Simplesmente continuava mexendo a mão. Acho que estava inconsciente", declarou. Em outro momento da audiência, um especialista em acidentes disse que as evidências de que o motorista que dirigia a Mercedes tinha bebido não são "necessariamente relevantes" para explicar a causa da morte de Diana. O perito, contratado pelo milionário Mohamed Al-Fayed, pai de Dodi, disse que as chances de o nível de álcool atribuído ao motorista francês, que era duas vezes maior que o permitido pela legislação do Reino Unido, ser capaz de provocar um acidente é de "uma em mil".

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