Homem é preso com bomba na embaixada dos EUA em Viena

Bósnio de 42 anos tentou fugir quando detector de metal identificou explosivos e pregos em sua mochila

Agências internacionais,

01 de outubro de 2007 | 13h11

A polícia austríaca deteve nesta segunda-feira, 1, um homem que tentou entrar na Embaixada dos Estados Unidos em Viena com uma mochila carregada com explosivos, informou a agência de notícias APA.   Fontes da polícia vienesa, citadas pela APA, disseram que também foi encontrado na mochila um livro de conteúdo relacionado ao Islã.   A emissora pública ORF afirma que o detido é um residente da Baixa Áustria, de origem bósnia, de 42 anos, que tentou fugir quando o detector de metais deu o alarme na entrada da missão diplomática.   A suposta tentativa de atentado aconteceu por volta das 12 horas (horário local).   O homem saiu correndo quando soou o alarme do detector de metais e deixou cair a mochila a cerca de 100 metros da embaixada, pouco antes de ser detido pelas forças de segurança.   A polícia austríaca chamou especialistas em desativação de artefatos explosivos.   Doris Edlinger, porta-voz do escritório federal austríaco da luta antiterrorista, disse à ORF que a mochila continha vários artefatos "com aspecto de granadas", além de "muitos pregos", que serviriam como estilhaços para multiplicar os efeitos da explosão. A porta-voz também disse que os especialistas "ainda não concluíram" se os explosivos estavam prontos para serem detonados.O homem detido não tem antecedentes criminais. Até o momento, ele não deu muitas informações sobre o ocorrido.   Segundo a Polícia local, um conhecido teria pedido a ele que levasse a mochila até a embaixada.   Em declarações ao jornal "Die Presse", um agente afirmou que o homem aparentava ser um pouco desiquilibrado e dizia muitas coisas "sem sentido". No mês passado, autoridades austríacas prenderam três pessoas que teriam vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda, suspeitas de terem divulgado um vídeo islâmico na internet no qual ameaçavam realizar atentados na Alemanha e na Áustria. Um dos três foi libertado após investigação.

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