Homem invade creche e faz 11 crianças reféns da Itália

Parentes negam que ele seja pai de um dos alunos; ele afirma que queria protestar contra desapropriações

Efe e Associated Press,

13 de fevereiro de 2008 | 10h50

Um homem armado com uma pequena faca se trancou nesta quarta-feira, 13, em uma creche da cidade italiana Reggio Calabria, no sul do país, onde ameaçou 11 crianças e uma professora, segundo informou a imprensa local.  Cristian Familiari, de 35 anos, é pai de uma das crianças que freqüentam o local e, segundo emissoras locais, queria protestar contra a desapropriação de terrenos de sua família.   Agentes da polícia se posicionaram nas imediações da creche e negociaram com o homem, acompanhados de familiares do suspeito, para tentar convencê-lo a deixar a creche e libertar as crianças e a professora. Uma a uma, algumas crianças foram libertadas e ele logo se entregou aos policiais.   Ele pediu para falar com os jornalistas e a televisão, especificamente a emissora pública RaiUno, segundo informou ao vivo do local a cadeia SkyTg24.  Segundo explicou, Familiari quis "chamar a atenção dos meios de comunicação" sobre um problema relativo à desapropriação de uns terrenos da família nos quais há uma fábrica de mármores, que está nos tribunais há anos e que poderia não haver acabado como esperava.Em imagens oferecidas pela rede de televisão pública RAI, filmadas do exterior da creche através de um vidro quebrado, se pôde ver ao homem que gritava: "quero que me devolvam minha dignidade, quero poder voltar a abrir meus negócios".   O prefeito de Reggio Calabria, Giuseppe Scopelliti, foi até a creche, em torno da qual um grande número de curiosos se aproximavam e alguns pais dos meninos presos.   Familiari conversou durante a manhã com o fiscal de Reggio Calabria, Franco Scuderi, e o prefeito da localidade, Giuseppe Scopelliti, assim como com alguns de seus parentes, entre eles seus pais, um irmão e um sobrinho, para tentar que abandone sua atitude. Alguns meios de comunicação locais informaram que Familiari poderia haver pedido meio milhão de euros para sair da creche, embora o chefe de polícia da cidade, Santi Giuffre, citado pela agência Agi indicou que não houve nenhuma exigência nesse sentido.Para poder entrar na creche, o homem se fez passar por pai de um das crianças e uma vez dentro do estabelecimento ameaçou a professora com uma faca.

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