Ilha de Lesbos quer proibir o termo 'lésbica', diz revista

Grego entra com ação judicial para impedir que o nome da ilha seja usado para denominar opção sexual

Da Redação,

11 de julho de 2008 | 17h15

Um grego da ilha de Lesbos entrou com uma ação judicial em Atenas para impedir que a OLKE, associação grega de gays e lésbicas, use a palavra "lésbica" para denominar a opção sexual das mulheres. Para Dimitris Lambrou, editor de uma revista grega mensal, as lésbicas ao redor do mundo não devem usar o nome da ilha para definir sua sexualidade, informa nesta sexta-feira, 11, a edição online da revista alemã Der Spiegel.   "Sou fã dos valores antigos e das tradições", disse à revista. Segundo ele, as mulheres de Lesbos freqüentemente são confundidas com "mulheres lésbicas". Para o grego de 69 anos, "lésbicas reais" só podem existir na ilha.   As ações do grego, de 69 anos, já ganharam repercussão no país e no mundo. Moradores de Lesbos se ofereceram para contar suas histórias e defender o projeto de Lambrou. De acordo com o Der Spiegel, até uma mulher que deixou a ilha há 30 anos para viver no Canadá entrou em contato com o grego para dizer que sofre com a confusão.   O grego disse querer que as "lésbicas reais" sejam respeitadas. Para ele, a OLKE "roubou" a palavra "lésbica", segundo a revista alemã.   "Minha mulher é lésbica, minha filha é lésbica e eu sou lésbico", declarou uma das testemunhas de Lambrou na Corte de Atenas, provocando risadas nas pessoas ao redor. "Você ouve essas pessoas rindo?", questionou a testemunha a uma jurada. "Todos os gregos riem disso. Agora você pode imaginar como somos tratados", completou, segundo o Der Spiegel.   Para solucionar o problema, Lambrou propõe uma alternativa: as mulheres homossexuais deveriam adotar o termo "tribades". O verbo "trivo" significa "esfregar" em grego. "Aqueles que se esfregam", diz Lambrou, "como poderiam ser (chamados)?", explicou à publicação alemã.

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