Ilha italiana se recusa a receber transferência de armas químicas da Síria

No mês passado, a Itália concordou em permitir o uso de um porto em seu território para a entrega do arsenal

O Estado de S. Paulo,

10 de janeiro de 2014 | 17h46

O governador da região italiana da Sardenha advertiu nesta sexta-feira, 10, o primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, que lutará contra a transferência do arsenal de armas químicas da Síria para a ilha, segundo um comunicado.

A Itália concordou no mês passado em permitir o uso de um porto no seu território para a entrega do arsenal que pode ser usado para fazer sarin, gás VX e outros agentes letais. O governo italiano ainda não disse qual porto será usado.

A imprensa local havia citado os portos de Arbatax ou Oristano, ambos na Sardenha, como possíveis destinos. Outras possibilidades debatidas incluem o porto de Augusta, na Sicília, ou de Brindisi, na região de Puglia, no sul.

A transferência de produtos químicos a bordo de um navio dinamarquês para um navio especialmente adaptado dos Estados Unidos, onde serão destruídos no mar, faz parte de um acordo internacional feito após um ataque químico no subúrbio de Damasco que matou centenas de pessoas, incluindo crianças, no fim de agosto do ano passado.

"O governo regional está alertando o primeiro-ministro a não permitir o trânsito de armas químicas da Síria em nossos portos ou no território da ilha", disse o governador regional Ugo Cappellacci a Letta, de acordo com um comunicado. Se o governo escolher a ilha para a transferência de produtos químicos, Cappellacci disse que vai tomar medidas "políticas e judiciais" contra a decisão, disse o comunicado.

A guerra civil de quase três anos na Síria matou pelo menos 125.835 pessoas, de acordo com Observatório Sírio para os Direitos Humanos, e deixou mais de 2 milhões de refugiados./ REUTERS

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