EFE/EPA/GUIDO PICCHIO
EFE/EPA/GUIDO PICCHIO

Imigrantes africanos são atacados a tiros no interior da Itália

A polícia contabilizou seis vítimas, feridas por disparos vindos de um carro; autor do ataque é membro de um partido de extrema-direita contrário a políticas de migração

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2018 | 11h15

Um ataque a tiros realizado no sábado, 3, feriu pelo menos seis imigrantes africanos na cidade italiana de Macerata, localizada a cerca de 200 quilômetros de Roma. Entre as vítimas, há cinco homens e uma mulher. Quatro deles estão em estado grave. O suspeito dos disparos, que estava dentro de um carro e envolto de uma bandeira da Itália, já foi preso e identificado pela polícia local. O italiano Luca Traini, de 28 anos, confessou o crime. O ataque está sendo considerado, pela imprensa local, como um ato de xenofobia e racismo.

De acordo com o jornal Corriere della Serao autor do ataque chegou a ser candidato às eleições municipais de Corridonia, província de Macerata, pelo partido de extrema direita Liga Norte, conhecido por apoiar políticas anti-migratórias e pelo espírito patriota. Segundo algumas testemunhas, Luca Traini foi preso enquanto reverenciava com uma saudação fascista o Monumento em Memória à Guerra, no centro de Macerata, e gritava "viva a Itália!".

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Um caso recente de assassinato na comunidade de Pars, situada justamente na cidade de Corridonia, pode ter relação com o ataque deste sábado. Nesta semana, o corpo da italiana Pamela Mastropietro, de 18 anos, foi encontrado esquartejado e escondido em duas malas. Um imigrante nigeriano foi preso sob suspeita de conexão com o crime. 

O prefeito de Macerata, Romano Carancini, apelou para que os moradores permanecessem dentro de casa. “Fiquem em casa até novo aviso. Há um homem armado em um carro que está atacando na cidade”, disse o prefeito em um comunicado divulgado no Twitter. 

O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, condenou o ataque a tiros que teve como alvo imigrantes africanos na cidade de Macerata, no centro da Itália, dizendo que "o ódio e a violência não vão conseguir nos dividir". Gentiloni disse neste sábado que "uma coisa é certa, que crimes horríveis e o comportamento criminoso serão processados e punidos. Esta é a lei".

Gentiloni afirmou ainda que a Itália será "particularmente severa contra quem pensar em nutrir esta espiral de violência". Luca Traini, um italiano de 28 anos, sem histórico criminal, foi preso pelo ataque a tiros que feriu seis pessoas. A agência de notícias Ansa informou que Traini tinha concorrido como candidato pelo partido anti-imigração Liga do Norte em uma eleição local no ano passado no município de Corridonia. / REUTERS, EFE e AP

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