Incêndios provocados por onda de calor deixam ao menos 25 mortos na Rússia

Verão é o mais quente da história no país; temperatura chega a 37ºC

Associated Press

30 de julho de 2010 | 10h10

Putin visita área afetada por incêndios. Foto: AP/Ria Novotski

MOSCOU - Incêndios florestais provocados pela forte onda de calor que atinge a Rússia deixaram ao menos 25 mortos nos últimos dois dias. Segundo os bombeiros, ao menos 90 mil hectares foram atingidos na área próxima a  Nizhny Novgorod, a quinta maior cidade do paaís, situada a 475 km de Moscou.

 

Os incêndios, que atingem tambérm Moscow e Voronezh, já destruíram mais de mil casas. Cerca de 2 mil pessoas estão desabrigadas, segundo o ministério de Emergências. O fogo afeta também outras 11 regiões no centro e no sul do país. Plantações de trigo foram destruídas.

 

O primeiro-ministro Vladimir Putin visitou o povoado de Verkhnyaya Vereya, onde 341 casas foram destruídas. "Todas as casas serão reconstruídas até o inverno", prometeu Putin.

 

Em Voronezh, onde as ruas estão cobertas de fumaça e cinzas podem ser vistas no horizonte, cerca de 900 pacientes de um hospital tiveram de ser transferidos.

 

Entre os 20 mortos, estão 17 moradores das cidades de Voronezh, Mokhovoye, Nizhny Novgorod e Lipetsk. Três dos mortos são bombeiros.

 

O mês de julho é o mais quente na capital russa desde o início das medições, há 130 anos. Ontem, o termômetro marcou 37,8 ºC, um novo recorde. Hoje, a temperatura deve chegar a 32ºC. A média do verão moscovita é de 22ºC.

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