Inexperiência de Karadzic na própria defesa marca julgamento

O ex-líder servo-bósnio optou por utilizar interrogatórios a se justificar

EFE

16 de abril de 2010 | 11h53

BRUXELAS - A inexperiência do ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic para dirigir sua própria defesa marcou a primeira semana de acareações no julgamento por genocídio em Haia, no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII).

 

Karadzic, que renunciou a um advogado, enfrentou nesta primeira semana o testemunho de dois bósnios muçulmanos que viveram as atrocidades da guerra no campo na Bósnia e em um bombardeio ao

mercado em Sarajevo.

 

O apelidado "açougueiro de Sarajevo" foi repreendido pelo juiz O-Gon Kwon e o promotor Alan Tieger por quebrar às regras da acareação com testemunhas, que envolve fazer perguntas sobre o conteúdo da declaração.

 

No lugar disso, Karadzic optou por utilizar nos interrogatórios a justificativa que a ofensiva sérvia foi uma estratégia de defesa diante do "complô muçulmano destinado a transformar a Bósnia em uma república islâmica".

 

As testemunhas reagiram: "por que pergunta sobre assuntos que não têm nada a ver comigo", alfinetou na quinta-feira, na última sessão, um bósnio que perdeu a mulher morreu no ataque a Sarajevo.

 

Karadzic, que não se separa de seus óculos de leitura, considera que está em desvantagem por não ter tido acesso ao computador nos últimos dias e porque diz não ter tempo "suficiente" com cada

testemunha.

 

O ex-líder servo-bósnio Karadzic enfrenta 11 acusações por crimes de guerra, contra a humanidade e por genocídio na guerra civil da Bósnia-Herzegovina (1992-1995), onde calcula-se foram exterminadas 200 mil pessoas e mais de 2 milhões ficaram sem família.

 

Rasim Delic

 

Morreu nesta sexta-feira o comandante bósnio Rasim Delic, condenado por crímes de guerra duante o conflito da Bósnia entre 1992 e 1995,

na cidade de Visoko, a 30 quilómetros a oeste de

Sarajevo, informou a imprensa local.

 

Delic foi condenado em 2008 pelo Tribunal Penal Internacional para a Anntigua Iugoslavia (TPII), em Haia, a três anos de prisão, por não ter tomado todas as "medidas necessarias e

razoaveis" para prevenir e castigar ls delitos de trato cruel contra sérvios e croatas cometidos pela unidade El-Moujahid, formada por voluntarios muçlmanos.

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