Ingrid Betancourt é recebida por Nicolas Sarkozy na França

Presidente francês pede esperança por demais seqüestrados; ex-refém disse que deve a vida à França

Agências internacionais,

04 de julho de 2008 | 11h09

A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia Ingrid Betancourt chegou à França por volta das 11 horas desta quinta-feira, 4, na base aérea de Villacoublay, nos arredores de Paris. Acompanha de familiares, Ingrid foi recebida com um forte abraço pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a primeira-dama Carla Bruni. Após desembarcar, a franco-colombiana afirmou a França era sua casa e que tinha deixado "para trás" os colombianos.     "Devo a vida à França. Se a França não tivesse lutado por mim, não estaria fazendo esta viagem extraordinária", disse ela no avião. "Se a operação não fosse feita no momento certo, provavelmente teríamos outro desfecho. Penso que conseguimos o que parecia impossível e que todas as contradições que alimentavam esse debate [sobre uma ação militar pacífica para o resgate] entraram em consenso", disse Ingrid.     A ex-candidata presidencial de 46 anos é 100% colombiana, mas também tem cidadania francesa, por conta de seu primeiro casamento, com Fabrice Delloye, com quem teve dois filhos - Melanie e Lorenzo - na França. Segundo a BBC, Ingrid passou boa parte da sua juventude em Paris, onde o pai dela foi embaixador da Colômbia na Unesco (o fundo das Nações Unidas para a cultura).      Sarkozy elogiou os esforços da família de Ingrid pela sua libertação e afirmou que toda a França admira a dignidade da ex-refém. "É importante para todas as pessoas que sofrem neste momento saber que há uma luz no fim do caminho", disse o presidente francês.     Ao chegar na França, Ingrid afirmou que estava voltando para casa. "Acabo de sair da Colômbia, deixar a minha outra família para trás, é como uma perda", disse. A ex-refém voltou a elogiar a operação do Exército colombiano, e ressaltou que a ação foi resultado da luta pela libertação dos seqüestrados. "As Farc sempre quiseram nos usar para um fim político absurdo. A França sempre fez tudo para que a negociação fosse possível... isso salvou a minha vida".       A liberdade de Ingrid foi transformada em bandeira por Sarkozy em maio de 2007, em seu primeiro discurso como presidente: "A França não abandonará Ingrid". A ex-candidata à Presidência da Colômbia foi resgatada nesta quarta-feira pelo Exército colombiano de um cativeiro na selva, onde era mantida refém do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) havia mais de seis anos.     Depois da cerimônia de recepção em Villacoublay, Sarkozy e a mulher oferecerão uma recepção no Palácio do Eliseu para Ingrid, seus parentes, os membros dos comitês de apoio que lutaram por sua libertação e algumas personalidades políticas e do mundo do entretenimento.     No sábado, a ex-refém se submeterá a uma série de exames médicos em um hospital militar de Paris.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.