Ingrid pode não estar tão doente quanto se pensava, diz França

Chanceler francês afirma que Paris ainda quer que refém franco-colombiana seja atendida por médico da missão

Agências internacionais,

07 de abril de 2008 | 08h30

Ingrid Betancourt, refém mais famosa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pode não estar tão doente quanto se pensava anteriormente, mas a França ainda quer que ela seja visitada por um médico, disse o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, nesta segunda-feira, 7. Veja também:Cercadas, Farc vêem opções se esgotaremConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   A França enviou uma missão médica à Colômbia para tentar obter acesso a Ingrid, cidadã franco-colombiana mantida refém na selva colombiana há seis anos pelas Farc. A guerrilha ainda não deu permissão para a visita. A ex-candidata presidencial colombiana foi seqüestrada pelas Farc quando fazia campanha eleitoral em 2002.  A França afirma que ela está muito doente, sofrendo de hepatite e de outras doenças. O filho da ex-candidata presidencial disse que ela morrerá caso não seja submetida a uma transfusão de sangue. "Temos a impressão não somente de que ela está viva, mas que também está melhor do que foi dito. Mas eu posso estar errado", disse o chanceler francês Bernard Kouchner. "De todo modo, estamos fazendo tudo como se tivéssemos que libertá-la imediatamente", acrescentou ele, dizendo que o estado de saúde de Ingrid pode ter piorado.  Kouchner disse que a França mantém sua missão de obter acesso a ex-candidata presidencial. "Não vamos desistir depois de 24 horas", disse. "Vamos esperar esse sinal das Farc."  Paradeiro desconhecido Em 4 de fevereiro, o ex-senador Luis Eladio Pérez cruzou com Ingrid na selva colombiana enquanto seguia para o local em que seria resgatado pela missão liderada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ele pôde falar com ela por alguns minutos, e contou que ela estava muito abatida. Os rumores são muitos e as certezas são poucas. As suposições começaram no dia da libertação de Luis Eládio. Manuel Mancera, missionário que anda pelas selvas há mais de 20 anos, realizada uma missa enquanto os helicópteros recuperaram o refém e outros três companheiros de cativeiro. Quando terminou o ofício, um guerrilheiro se aproximou e disse "padre, ore por Ingrid e por nós". "Por quê?", perguntou o sacerdote. "Ela está muito mal", foi a resposta". Em seu espaço em uma emissora regional, o religioso pediu aos fiéis que se unissem pela oração por Ingrid. A mensagem chegou aos ouvidos de uma importante cadeia de rádio e o sacerdote se transformou em personagem nacional. Em El Capricho, povoado colombiano, testemunhas afirmam que Ingrid chegou numa noite, cercada por mais de 200 guerrilheiros, necessitando de ajuda médica em um posto de saúde. As declarações, unidas aos rumores do defensor público Volmar Pérez, alentaram a missão médica francesa que espera um sinal para atender a franco-colombiana. Hoje, como reconhece Mancera, nada pode dizer onde e como está a ex-candidata seqüestrada, já que pelos atalhos e rios da selva pode-se chegar a quase qualquer região do país, do sul até a fronteira com a Venezuela.

Tudo o que sabemos sobre:
FrançaColômbiaFarcIngrid Betancourt

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.