Início da temporada de caça na Itália deixa 13 mortos

Caçadores italianos mataram 13 pessoas e feriram 33 em incidentes com armas de fogo ocorridos desde o início da temporada, em setembro, o que motiva um debate sobre reformas nas antiquadas leis que regem a atividade.

Reuters

22 de outubro de 2012 | 17h41

No fim de semana, um garoto de 16 anos foi morto por um amigo durante uma caçada, um aposentado foi ferido a bala em seu jardim e um ciclista foi hospitalizado ao ser atingido por uma arma de caça.

A atual lei permite que caçadores andem por terrenos particulares e façam disparos a mais de 150 metros de qualquer casa. Ambientalistas e caçadores concordam com a necessidade de rever as regras, mas não chegam a um consenso sobre como fazer isso.

Entre os que propõem a proibição total está a presidente da Associação de Vítimas da Caça, Daniela Casprini. "A questão não é mais quem é a favor e quem é contra a caça. É preciso parar esse verdadeiro massacre", disse Casprini nesta segunda-feira.

Uma pesquisa feita no ano passado pelo instituto Eurispes mostrou que menos de um quinto dos italianos considera a caça um passatempo aceitável. O número de caçadores, que era de 2 milhões há três décadas, diminuiu para 700 mil, a maioria na faixa de 65 a 78 anos, segundo a entidade agrícola Coldiretti.

(Reportagem de Naomi O'Leary)

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