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Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

"Instituições democráticas" no Brasil foram capazes de lidar com crise, diz UE

Bloco garante que negociações com Mercosul serão mantidas

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2016 | 06h34

GENEBRA - A União Europeia afirma que não vai mudar seus planos com o Mercosul, diante da cassação de Dilma Rousseff, e que irá manter e até intensificar as negociações para a criação de um acordo de livre-comércio entre os dois lados do Atlântico. 

Ao Estado, a Comissão Europeia - o braço executivo da UE - garantiu que "nada mudará" com a troca de governo no Brasil. O processo negociador foi relançado neste ano e tem como meta superar um impasse de mais de uma década entre diplomatas. 

"A UE toma nota da conclusão do processo de impeachment no Congresso brasileiro e que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff", indicou a Comissão Europeia.  "A UE acredita que as instituições democráticas do Brasil foram capazes de lidar com os desafios políticos da situação", insistiu. 

"A UE vai continuar a trabalhar com o governo brasileiro para fortalecer ainda mais as relações e nossa parceria estratégica entre Brasil e a UE para fazer progresso no acordo entre Mercosul e UE e, de forma unida, lidar com desafios regionais e globais", indicou o bloco em um comunicado. 

"A UE continua totalmente comprometida com essas negociações", insistiu. No dia 11 de maio, uma troca de ofertas foi realizada entre os dois blocos, a primeira desde 2004. "Esperamos que negociações intensivas comecem logo", indicou a UE.

Partidos como o espanhol Podemos, o grego Syriza e o alemão Die Linke denunciaram na quarta-feira a "consumação" do golpe no Brasil.  O grupo de partidos de extrema-esquerda na Europa, e que nos últimos anos tem ganhado popularidade, promete ações no Parlamento Europeu para pressionar contra qualquer tipo de acordo com Brasília e reforça o apelo para que Bruxelas afaste o Brasil das negociações para a criação de um acordo comercial com o Mercosul. 

"Condenamos fortemente o golpe de estado no Brasil contra uma presidente eleita", diz um comunicado do grupo, que ainda inclui o Bloco de Esquerda de Portugal e Sinn Fein, da Irlanda, entre outros. 

Na Espanha, o Podemos ainda anunciou que pediu ao governo espanhol a "não reconhecer o governo brasileiro", considerado pelo grupo como "ilegítimo".  "Exortamos a nosso governo que não se esqueça do compromisso com a democracia que nos guia na política externa", disse o partido. 

"Reiteramos nossa petição à alta representante (de Política Externa), Federica Mogherini, pela qual solicitávamos que a UE mantivesse às margens o Brasil nas negociações que mantém com o Mercosul", indicou o grupo político. 

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