Inteligência britânica é acusada de aprovar tortura no Paquistão

Jornal diz que vítimas afirmam que espiões do serviço secreto foram 'coniventes' com técnica de interrogatório

Ansa,

29 de abril de 2008 | 11h42

Espiões do serviço secreto britânico (MI5) foram acusados de aprovar métodos de tortura perpetrados contra ao menos cinco britânicos pela Inteligência paquistanesa, para obter informações sobre atentados e assegurar as sentenças contra suspeitos do grupo Al-Qaeda. Segundo a edição desta terça-feira, 29, do jornal britânico The Guardian, as vítimas denunciaram que os espiões eram "coniventes" com os maus-tratos.   Os ex-presos apresentaram evidências das torturas que sofreram nas mãos do ISI nos últimos quatro anos. Alguns deles afirmaram que foram transferidos para centros secretos para interrogatórios em Rawalpindi, onde teriam sido torturados repetidas vezes.   Tayab Ali, advogado londrino que representa dois dos denunciantes, declarou que os serviços secretos britânicos "instigaram a detenção ilegal e tortura de cidadãos britânicos e na melhor das hipóteses fizeram que não viam a tortura".

Tudo o que sabemos sobre:
MI5Reino UnidoPaquistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.