Investimento no Afeganistão deve ser prioridade, diz chefe do exército inglês

Revisão de estratégia acompanha também a resivão de orçamento do novo governo britânico

estadão.com.br

08 de junho de 2010 | 12h21

LONDRES - O financiamento forças britânicas de combate no Afeganistão deve ter prioridade sobre os projetos de defesa visando possíveis futuros perigos, advertiu nesta terça-feira, 08, o chefe do exército frente à iminente revisão de gastos com as forças armadas, de acordo com informações do jornal britânico The Guardian.

 

O general Sir David Richards disse que os chefes militares tinham que aceitar que nem todos os seus "programas acarinhados" sobreviveriam à revisão da estratégia de defesa e de segurança lançada após as eleições gerais.

 

Ele disse em uma conferência Royal United Services Institute, em Londres, que o apoio da missão no Afeganistão tinha que ter precedência sobre "as possibilidades futuras projetadas".

 

Esta parece ser uma referência para os projetos de equipamentos caros previstos, como a construção de dois novos porta-aviões e substituição do Trident nuclear do Reino Unido.

 

"Deve haver um equilíbrio entre as atuais prioridades operacionais e capacidades futuras", disse Richard.

 

"Quando há conflito entre eles, temos que suprir os recursos das exigências atuais conhecidas sobre as possibilidades futuras projetadas."

 

A análise da defesa, a primeira em 12 anos, vai explorar as prioridades militares e diplomáticas do Reino Unido e pode levar a cortes drásticos para o Exército, a Marinha Real e da Royal Air Force.

 

Os três chefes de serviços parecem para estar sob pressão para dar ao chanceler, George Osborne, uma avaliação das suas necessidades antes de seu primeiro orçamento, em 22 de junho.

 

O governo se comprometeu a garantir o orçamento de defesa deste ano, mas os cortes de pessoal e equipamento militar são esperados para os três anos seguintes, como parte da tentativa do Tesouro de combater o déficit.

 

O Reino Unido possui caros compromissos de defesa no exterior, com 9.500 soldados no Afeganistão, e se comprometeu a gastar bilhões em equipamentos.

 

No mês passado, o secretário geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, alertou todos os membros da Otan contra cortes profundos nos gastos com defesa.

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