Irlanda expulsará diplomata israelense por caso de passaportes falsos

A suspeita é que haja envolvimento no caso do assassinato de um membro do Hamas em Dubai

estadão.com.br

15 de junho de 2010 | 10h06

DUBLIN - A Irlanda expulsará um diplomata israelense que é suspeito de ter conexão na utilização de oito passaportes irlandeses falsos no envolvimento do assassinato de um líder do movimento islamista Hamas em Dubai em janeiro, anunciou nesta terça-feira, 15, o ministério das Relações Exteriores em Dublin.

 

Segundo informações da agência de notícias AFP, o ministro das Relações Exteriores, Michel Martin, Dise que a investigação levada a cabo pelo governo "aponta claramente para uma agência de inteligência estrangeira ou uma organização criminal com muitos recursos", mas que há "razões convincentes para crer que Israel foi responsável".

 

Martin explicou em um comunicado que o governo decidiu que "para protestar contra esta ação inaceitável, será pedido a Israel que retire um membro designado de seu pessoal de sua embaixada em Dublin".

 

"Esta petição foi transmitida ao embaixador israelense e espero que seja aceitada rapidamente", acrescentou em um comunicado no qual precisa que não será revelado nem o nome nem o cargo do diplomata concernido.

 

Mahmud Al Mabhuh, um dos fundadores do braço armado do movimento islamista Hamas, foi achado morto no dia 20 de janeiro em seu quarto em um hotel de Dubai.

 

Segundo a polícia do emirado, os membros do comando que levou a cabo o assassinato utilizaram passaportes ocidentais falsos. Os investigadores de Dubai estão convencidos de que os serviços secretos israelenses da Mossad estão envolvidos.

 

Antes da Irlanda, Reino Unido e Austrália haviam expulsado em março e maio, respectivamente, um membro diplomático israelense.

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